Arquivo da categoria: Formação Sócio-Política-Econômica do Brasil

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: Resumo de aula 06/Junho/2012

Nesta aula foram retomados os conceitos da época da Ditadura “Civil” Militar.

Governo Vargas até então sob forte pressão política – 1950 a 1954.Há um atentado.

Carta Testamento de Vargas (veja ao final desta postagem).

“O suicídio foi de uma forma indireta um assassinato de Vargas.”

O sistema de transportes “oficial” com a abertura econômica é o automotor e, por consequência, as cidades são preparadas para os carros.

Jânio Quadros – Símbolo Vassourinha – Campanha Política.

O Vice-Presidente é o segundo colocado nas eleições, portanto, João Goulard – Jango (Trabalhista).

Na madrugada de 31 de Março e 01 de Abril o Exército toma conta das principais capitais brasileiras.

José Maria Marin – Governador biônico na Ditadura – Civil.

“Teoria da Dependência” – Facilitação da abertura para tecnologias prontas.

JK – slogan – 50 anos em 5 – significa um crescimento.

No imediato, tal decisão soluciona, porém no médio e longo prazo afeta toda a economia brasileira.

Roberto Campos é o mentor da correção monetária.

Ato Institucional nº 05 – clique para acessar – abre em nova janela

Empresários brasileiros financiam o golpe. Entre tais grupos Fiesp.

Exemplo: Familia Ermirio de Moraes / Chevrolet com a doação de carros para a operação Bandeirantes. Clique aqui para conhecer a Operação Bandeirantes.

É criada a polícia política e caça aos opositores.

Grandes jornais incentivam o golpe chamando de Revolução.

“Toda a grande imprensa está à favor do Golpe.”

As empresas pré-golpe foram sufocadas e faliram, como por exemplo, TV Tupi, Excelsior, entre outras.

Veja aqui o trailer do filme “O dia em que meus pais sairam de férias.

Novela Roque Santeiro – No dia de sua estréia, foi proibida a exibição. Clique para ver seus detalhes e censura.

Carta Testamento de Getúlio Vargas

Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

“Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

“Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

“E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte.

Manchete do Jornal Extra com a Morte de Getúlio Vargas

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: Material para aula de 05 de Junho

O Professor Clécio enviou o material para a próxima aula (05 de Junho) para o email da classe, contendo o texto que foi apresentado na projeção.

Para fazer o seu download, Ditadura Civil Militar no Brasil entre 1964 e 1985.

Complementando, também estão neste post as músicas e as letras de Chico Buarque. Todas as letras foram retiradas do site Letras Terra e os vídeos estão no Youtube.

Esse material é complementar à aula que teremos no próximo dia 05 onde serão abordados e continuados os temas referentes à Ditadura “Civil” Militar de 1964 a 1985.

São as músicas, todas de Chico Buarque, Apesar de Você; Cálice; Construção; O que será; Feijoada completa e Meu Caro Amigo.

Antes das letras, há um vídeo com as músicas para ouvir.

Apesar de Você – Chico Buarque

Amanhã vai ser outro dia

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai se dar mal, etc e tal
La, laiá, la laiá, la laiá

Cálice – Chico Buarque

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)

Construção – Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

O que será – Chico Buarque

O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho…

O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos…

Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido…

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo…(2x)

Lá lá lá lá lá……..

Feijoada Completa – Chico Buarque

Mulher, você vai gostar:
Tô levando uns amigos pra conversar.
Eles vão com uma fome
Que nem me contem;
Eles vão com uma sede de anteontem.
Salta a cerveja estupidamente
Gelada pr’um batalhão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, não vá se afobar;
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar.
Ponha os pratos no chão e o chão tá posto
E prepare as lingüiças pro tiragosto.
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar:
Arroz branco, farofa e a malagueta;
A laranja-bahia ou da seleta.
Joga o paio, carne seca,
Toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, depois de salgar
Faça um bom refogado,
Que é pra engrossar.
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira.
Diz que tá dura, pendura
A fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão.

Meu Caro Amigo – Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: Resumo de aula 22/Maio/2012

Texto: História do Brasil para principiantes.

- Discussão: Repensar o Golpe onde não mais seja discutido como “militar” pois há também entre os “golpistas” pessoas civis, mas sim entender por “Golpe Civil Militar”

O grande questionamento é: Quem são esses civis?

Vargas -> Modernização Nacionalista de um lado e do outro temos a Americanização (parceria forte entre EUA), resultando em uma mudança cultura, social e política do Brasil.

O Estado Brasileiro assume a “revolução burguesa”

Após a 2a Guerra Mundial há uma bipolarização mundial – Socialistas e Capitalistas.

Entendendo o contexto histórico de 1947, tendo por exemplo a artista Carmem Miranda, pré e pós 1945.

O livro “Imperialismo Sedutor A americanização do Brasil na época da Segunda Guerra” faz um traço deste momento no Brasil. Veja breve sinopse do livro ao final.

Revista: O cruzeiro – 1a revista semanal brasileira de grande circulação. Tem por características:

Cópia da Time Life; Conteúdo e propagandas inovadoras para a época visando consumo, mudança de hábitos; capas – anos 40 – fotos das “Divas” do cinema norte-americano em evidência em Hollywood à época.

Assis Chateaubriand – Diários Associados – O cruzeiro – Contra Vargas e pró Estados Unidos, clique aqui para maiores informações sobre ele – abre em nova página.

Vargas – Eleito presidente em 1950.

Entre 1951 a 1954 há uma campanha forte contra Getulio Vargas e a partir deste contexto, entra em cena o que os Militares concluem que: “quando a sociedade civil não consegue, emperra, entra em cena os militares.”

O princípio do golpe remete aos anos 50.

O suicídio de Getulio Vargas em 1954 inviabiliza naquele momento um golpe militar.

Segue após Getulio. Juscelino Kubistchek – buscando acordos com todas as partes.

É seguido de Jânio Quadros, João Goulard (PTB) e em seguida do golpe militar.

Leonel Brizola é peça importante neste momento.

Líder do Parlamento: Tancredo Neves.

Há mais reformas, porém, não é uma revolução trabalhista.

1964 – Golpe Militar.

Aula segue com o texto: História do Brasil para principiantes.

Sobre o livro: O imperialismo Sedutor – A americanização do Brasil na época da Segunda Guerra Mundial.

Ponto estratégico na disputa com o Eixo, o Brasil transformou-se durante a Segunda Guerra numa das prioridades da política externa americana. Para o presidente Roosevelt, garantir o apoio do país era indispensável para manter a soberania do continente e, por conseqüência, dos Estados Unidos. Criou-se então uma agência especial, comandada pelo multimilionário Nelson Rockefeller. O objetivo era promover o estreitamento das relações entre americanos e brasileiros – principalmente através dos meios de comunicação. A agência organizou um verdadeiro “bombardeio ideológico” ao país, divulgando através do rádio, do cinema e das revistas um mundo atraente de consumo e progresso. Não podia ser diferente: encarnado por astros como John Ford, Walt Disney ou Orson Welles, oamerican way of life tornava-se quase irresistível. Baseado em ampla pesquisa, Antonio Pedro Tota realiza uma abordagem inédita das origens da americanização brasileira.

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: Resumo de aula 15/Maio/2012

Introdução: Música de Noel Rosa – Três Apitos – letra e canção ao final desta postagem.

A modernização capitalista/regulamentação/postura/disciplinarização do trabalhador.

“Produção –> Avanço –> Acatar ordens”

O mundo do capital demanda disciplinarização do trabalhador.

A partir da década de 30, há a regulamentação da produção entre patrão e empregado.

Visa dar ritmo à produção.

Regras sindicais –> trabalhista –> previdenciária.

“Tudo tem que ser trocado, seja pelo dinheiro ou outra mercadoria” – lógica mercantilista.

A subordinação das classes sociais pelo Estado.

O movimento sindical a partir de 1970 há o novo sindicalismo.

Entre eles temos duas vertentes sindicais.

CUT <—> FORÇA SINDICAL.

Leia e ouça “Três apitos” de Noel Rosa

Quando o apito da fábrica de tecidos
Vem ferir os meus ouvidos
Eu me lembro de você
Mas você anda
Sem dúvida bem zangada
Ou está interessada
Em fingir que não me vê
Você que atende ao apito de uma chaminé de barro
Porque não atende ao grito
Tão aflito
Da buzina do meu carro
Você no inverno
Sem meias vai pro trabalho
Não faz fé no agasalho
Nem no frio você crê
Mas você é mesmo artigo que não se imita
Quando a fábrica apita
Faz reclame de você
Nos meus olhos você lê
Que eu sofro cruelmente
Com ciúmes do gerente
Impertinente
Que dá ordens a você
Sou do sereno poeta muito soturno
Vou virar guarda-noturno
E você sabe porque
Mas você não sabe
Que enquanto você faz pano
Faço junto ao piano
Estes versos pra você

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: Resumo de aula 08/Maio/2012

Na aula foram debatidos alguns temas da atualidade em que discutimos as eleições na França com a vitória dos socialistas. Para ler algo mais a respeito, clique aqui.

Também foram apontados tópicos:

O Estado de bem-estar social. O acesso à educação e transformação pelo Estado.

Foi feito um estudo sobre o capítulo IV – Do Golpe de 1937 ao Golpe de 1964.

Dentro da temática de Getúlio Vargas, neste capítulo paramos na metade, entrando na literatura “O Roubo da Fala”

Havia a possibilidade de um “Golpe Socialista Comunista”

PCB – Comunistas originais

PCdoB – Dissidência do partido.

1935 – Seria uma época de transição do governo Vargas.

Opção Vargas: Modernismo pelo Capitalismo.

Justificativa para a Ditadura – Transformar os comunistas em perigosos, instabilizando a sociedade dando a Vargas a possibilidade do golpe de 1937.

A “Intentona Comunista” – termo usado como grupo de traidores, perigoso.

A formação do Brasil, segundo Caio Prado Jr é predominantemente anti-comunista.

Há a necessidade de “implantar o perigo” em nome de uma “segurança nacional” para implantar o Estado Novo.

Toa a esquerda (comunistas); PCB entre outros são considerados ilegais.

Pág 62 – Graciliano Ramos e Caio Prado Jr.

Filmes e livros – Memórias do Carcere e Em tempo de paz

Trailers:

Memórias do Cárcere

Em tempos de paz

ANL – Fechada pelo Governo

Com a falha do Golpe contra Vargas, foi justificado pelo governo como apoio motivacional e preparar terreno para a ditadura.

O Roubo da Fala

O mito Vargas como O pai dos pobres.

Criticamente: A mãe dos ricos, pelo seu desenvolvimento burguês capitalista.

Vargas inicia a legislação social até então fragmentada, mantendo e tendo em mente um “utilitarismo burguês.”

Vargas também como mito da “doação da legislação social” atribuindo à imagem de Cesar, pai dos pobres, gênio político, Estado – Providência, Estado Benfeitor, Estado da democracia social.

Foi feita a leitura em sala do prefácio do livro.

Para a próxima aula, foi referida a leitura do prefácio, introdução e capítulo I.

O autor Adalberto Paranhos utiliza uma linguagem mais teórico-acadêmica em seu livro.

Conceitos: Trabalhismo, Estado; Posicionamento político.

Finalizando, fique aqui com a imagem referida do Lula imitando Getúlio com as mãos no petróleo.

Petrobrás - Lula e Getúlio.

Form. Sócio-Pol-Econ do Brasil: IMPORTANTE! Entrega de trabalho

O professor Clécio pediu para que os estudantes do Primeiro Semestre de Serviço Social – Período manhã, enviar por e-mail os trabalhos que seriam entregues na última terça-feira passada (24 de Abril).

Para tanto, enviem seus e-mails para facuservicosocial2012@hotmail.com que eu (Ricardo) irei redirecionar todos os arquivos para ele.

É importante que isto seja feito até a data de hoje (27 de Abril) ou no máximo até amanhã pela manhã (28 de Abril).

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