Evento: Mulheres em Movimento

MULHERES EM MOVIMENTOBazar, arte, trocas, cultura, informações, convívio e união através de ciclos temáticos e itinerantes.

Um espaço que está sendo criado com o objetivo de trabalhar a Economia Solidária, adquirir conhecimentos e informações bem como para refletirmos sobre a nossa realidade, planejarmos um futuro melhor, através de Rodas de Conversa, Palestras, Manifestações culturais e convívio.

O tema deste 1º evento será “Violência contra a Mulher”.

Teremos um Sarau com Recitação de Poesia e Música no violão.

O Bazar terá artesanato, roupas, lingeries, chinelos customizados.

Faremos um pequeno café comunitário no final do evento.

Confira programação completa:

MULHERES EM MOVIMENTO FOLDER

Data: 13 de Dezembro de 2015

Local: Associação e Comunidade Nossa Senhora de Lurdes

Avenida Pires do Rio nº 3185 – Itaquera – São Paulo – SP

Compareça.

V Jornada Negra 2015 – Programação Completa

CHAMADA V JORNADA NEGRA - BDV Jornada Negra 2015

A interdisciplinaridade no Estudo das Relações de Gênero e Raça

Programação

10 de Novembro de 2015

08:00 – Abertura com as Coordenadoras:
Pedagogia – Rute Reis
Serviço Social – Leonice Lima

08:30 – O Balanço de uma Década: a Lei 10.639/2003 e alguns resultados
Deborah Monteiro – Professora da rede municipal e formadora em Educação Étnico-Racial
Patrício Araújo – doutor em Ciências Sociais pela PUC/SP e Pesquisador de Religiosidade afro-brasileira
Waldete Tristão – Mestra em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Mediação: Profa. Rute Reis – coordenadora do curso de Pedagogia
Abertura do debate

Apresentação cultural

15:00 – 17:00
Apresentação do Filme: Foice a Face
Debate – Black Face e branquitude: Quem pode pintar o que?
Fernanda Lomba – Diretora do documentário Foice a Face
Ana Helena Passos – Professora do Curso de Serviço Social.

19:00 – Reabertura com as Coordenadoras
Letras – Márcia Schlemper
História – Candelária Volponi Moraes

19:30 – História e Literatura: Caminhos que se cruzam na literatura negra
Mário Augusto Medeiros da Silva – Sociólogo, professor da UNICAMP
Iana Souza – Psicóloga Social, Tutora presencial na UNIFESP
Mediação:
Profª. Ana Helena Passos – professora do curso de Serviço Social
Abertura do debate

11 de Novembro de 2015

08:00 – Abertura
Professor Maximino Gomes da Silva – Curso de Pedagogia
Rute Reis – Coordenadora do Curso de Pedagogia
Apresentação Cultural

08:30 – As relações e os afetos nos encontros de raça e gênero
Dulci Lima – Mestre em Educação, Arte e História da Cultura. Atua na intersecção entre as relações raciais e de gênero.
Ivani Oliveira – psicóloga membro da ABRASPO (Associação Brasileira de PsicologiaSocial), compõe o subnúcleo Psicologia e Relações Raciais do CRP-SP.
Mediação: Professora Simone Jorge – Curso de Serviço Social
Abertura do Debate

19:00 – Reabertura
Professora Simone Jorge – Curso de Serviço Social
Professor Maximino Gomes da Silva – Curso de Pedagogia
Apresentação Cultural

19:30 – O Negro na Literatura: do Centro à Margem
Professor Doutor Paulo César Carneiro Lopes

Maria Carolina de Jesus e sua importância para a Literatura Brasileira
Érica Aparecida Góis

Denúncia e Liberdade em Solano Trindade Professor Especialista Davi Fernandes
Abertura do Debate

Local

Auditório da Subprefeitura de Itaquera

Avenida Augusto Carlos Bauman n° 851 – Itaquera – São Paulo/SP.

Organização

Cursos de Serviço Social, História, Letras e Pedagogia.

Folder

V JORNADA NEGRA BD

O evento é aberto para todos os públicos e organizado pelos Cursos de Serviço Social, História, Letras e Pedagogia.

Emite certificado de Horas válido para composição de Atividades Complementares.

Supervisão de Estágio III: Resumo do Semestre

Primeiro Bimestre

06 – Fevereiro – 2015

Ementa: Reconhecimento das diversas demnadas sociais que se apresentam para o trabalho profissional do assistente social, identificando limites e possibilidades de resposta da mesma.

DN 1964 – Ditadura Militar

  • Até a entrada na faculdade vive confortável – alienação
  • Faculdade de Serviço Social – Univap – São José dos Campos

Livro: Mediação e Serviço Social

Reinaldo Nobre Pontes

Cortez Editora, 2009.

CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa e Tecnologia.

Todas as Ong’s tem um estatuto social que deve ser consultado pelo estagiário. Sem o estatuto social o profissional não tem como elaborar o seu projeto de atuação nesta instituição.

Sem este estatuto, os registros nos órgãos de conselho não podem ser classificados como utilidade pública. O estatuto deve ter registro em cartório. O estatuto pode ser consultado nos órgãos como CMDCA, Comas, etc.

Em todas as secretarias municipais, espaço público, Assistência Social, Educação, há planos municipais e sem os quais o profissional não tem como elaborar o seu projeto de atuação, para elaborar um estudo aprofundado de ação.

Sem estes requisitos o AS não elabora o seu Plano de Trabalho; Projeto Profissional de Intervenção.

13 – Fevereiro – 2015

Objetivo da aula: construção do conhecimento a partir da identidade

  • Mediação;
  • Práxis.

Datas de entrega dos documentos de estágio.

Entrega do termo de convênio

10/04/2015 e 17/04/2015.

email da sala e individual – Termo de convênio – professora Raquela

CNPJ – final 0005-34

Apólice de Seguro – 4044

Prova: construção de um parecer social – estudo social – análise de caso.

Resolução 533 CFESS

Política de Estágio – PNE

Reinaldo Pontes – texto de mediação.

A mediação é parte integrante da práxis do AS.

Procurar cursos de leitura dinâmica – SESC, etc.

Somente faz acordo de cooperação quando a instituição não tenha estagiários da Unicastelo.

O plano de estágio muda a cada semestre.

Livros:

Avaliação e linguagem: relatórios, laudos e pareceres, Selma Marques Magalhães. Editora Veras.

Natureza da profissão: interventiva e investigativa.

Apresenta uma direção social, dimensão ético-política na defesa da classe trabalhadora e dos direitos, justiça e cidadania, presentes no artigo 5 da CF.

A dimensão humana não pode ser entendida apenas na contradição capital X trabalho, porém há mais demandas implícitas que devem ser levadas em consideração e, portanto, para o Serviço Social as contradições não são a única essência para o entendimento da análise de demanda.

Suplicy – Renda básica de cidadania – livro – procurar

Há diferenças entre técnicas profissionais e instrumentais de trabalho.

O trabalho em grupos é uma técnica profissional interventiva.

20 – Fevereiro – 2015

Fundamentos teóricos – campo/sujeito = idoso

Exemplo: senhora – violência = maus tratos – verbal

Técnico – atendimento individual – indivíduos e grupos

Observação.

Instrumentos subsidiam exercícios profissionais

  • Estatuto do idoso
  • Regras inseridas no projeto.

Na aula de hoje foi continuada as apresentações dos/as alunos/as.

O real e o ideal – autores demonstram que o profissional deve ser propositivo para enfrentar as diversas expressões da questão social.

Buriolla – no âmbito das políticas públicas toda ação é realizada dentro de um ambiente institucional e tem suas regras e regulamentos.

Autonomia relativa – como o conteúdo é trazido em tempo curto para atender as demandas.

Buriolla – Todos nós seremos supervisores de campo, porém nem todos tem habilidade para atuar no cotidiano e alguns não terão habilidades para algumas demandas.

Para próxima aula:

Trazer planilha controle CRESS

Nome do aluno:

Instituição:

Endereço da instituição:

Telefone da instituição:

Email institucional:

Supervisor de campo: CRESS:

27 – Fevereiro – 2015

Ideologia – fundamental na categoria defesa dos direitos.

  • Reprodução da ideologia burguesa do Estado tem por definição entender os pobres como bárbaros.

Legislação básica para Estágio

Lei 11.788/2000

Política Nacional Estágio ABEPSS

Resolução 533 – Regulamenta estágio supervisionado

Resolução 588 – delibera sobre o registro profissional

Resolução 493 – Condições éticas e técnicas do exercício profissional

Resolução 556 – Lacração de material técnico e material técnico

Resolução 557 – Emissão de pareceres, laudos e opiniões

Resolução 559 – Atuação como perito social ou assistente técnico

Política Nacional de Estágio Unicastelo.

Resolução 493 – Direitos do sujeito singular e coletivos – artigo 5 e 6 da Constituição Federal de 1988.

  • Defesa intransigente dos direitos para o AS.

Resolução 556 – Implica no sigilo documental da profissão, lacração de documentos sobre a vida das pessoas.

Resolução 557 – AS pode emitir laudos, pareceres; cotidiano do AS no que remete à especificidade da intervenção social.

Relatórios (vários tipos): instrumentalidade

  • todo instrumento face a face (VD, trabalho de grupo, comunidade) se transforma em material descritivo, sistematizado.

O relatório pode construir ou destruir o profissional bem como pode “destruir” a vida dos sujeitos envolvidos (usuários), por fragilidade ou insuficiência do profissional.

O relatório é descritivo nos fatos e encaminhamentos enquanto o parecer é descritivo e subjetivo pois emite uma opinião.

06 – Fevereiro – 2015

Mediação – pressupõe alguns conhecimentos

  • teoria social – base teórica metodológica;
  • projeto societário;
  • projeto profissional;
  • instrumental teórico/técnico/operativo.

Projeto profissional

  • direção social = ético-político.

Analisar e compreender essa direção assumida pela prática profissional, direcionando o usuário à defesa da justiça social, da cidadania e da democracia enquanto sujeito de direito, tem por característica o atendimento humanizado.

Dinâmica: romper com a racionalidade formal abstrata interagindo com o real/cotidiano/empiria.

20 – Março – 2015

Atividade em sala:

Movimento reflexão

Previdência social – através da equipe técnica é que defere ou indefere o acesso ao BPC?

Pesquisa em Serviço Social III: Resumo do Semestre

Primeiro Bimestre

05 – Fevereiro – 2015

Esboço de pesquisa

Qual o seu nome?

Sexo:

Qual sua idade?

Qual o seu estado civil?

Qual sua naturalidade?

Qual localidade onde mora?

Trabalha? Qual atividade?

Estuda? Qual curso?

Levantamento de dados

sexo estado civil filhos trabalho
Masculino – 2 Casado: 7 0 – 4 sim – 9
Feminino – 17 Solteiro: 5 1 – 6 não – 10
Ue – 5 2 – 3
Outros – 5 3 ou mais – 5

Quantitativa para subsidiar a pesquisa qualitativa.

Pesquisar: Qual seu significado?

Algumas considerações iniciais

Tomada num sentido mais amplo, pesquisa é toda atividade voltada para a solução de problemas como atividade de busca, indagação, investigação, inquisição da realidade, é a atividade que vai nos permitir, ao âmbito da ciência, elaborar um conhecimento ou conjunto de conhecimentos, que nos auxilie na compreensão desta realidade e nos oriente em nossas ações.

Assim, toda pesquisa tem uma intencionalidae que é a de elaborar conhecimentos que possibilitem compreender e transformar a realidade.

Os vários temas de pesquisas

  • As transformações urbanísticas e seus reflexos sobre a sociedade e meio ambiente.

Pesquisa de campo

Definição: a pesquisa de campo está voltada para o estudo de indivíduos, grupos, comunidades, instituições entre outros campos.

Objetivos: compreender os diversos aspectos da sociedade; conseguir informações e/ou de conhecimento acerca de um problema; descobrir novos fenômenos e suas relações.

Livros: Títulos serão disponibilizados pelo email da sala.

Leitura: Pesquisa

Página 19 – 29  e 31 – 39 – Martinelli – Dulce Bat

Ao empreendermos uma pesquisa poderemos nos defrontar com nossas próprias histórias de vida, isto é, histórias parecidas ou coincidentes com os quais, pessoalmente, estivemos ou estaremos vivendo individualmente.

Buscamos respostas que nos ajudam a transformar a realidade.

Só a pesquisa quantitativa não é suficiente para nos apontar uma solução para o problema.

12 – Fevereiro – 2015

Apresentação do conteúdo dos slides enviados.

Roda de conversa sobre aspectos do senso comum e conhecimento popular.

Conhecimento do senso comum não busca comprovação, não se aprofunda nos aspectos apresentados.

Outras formas de conhecimento, senso comum, mítico, filosófico (que começa a racionalizar as coisas, razão), religioso, entre outros.

Exemplos do senso comum: chás de boldo, etc que mesmo sem comprovação científica para a época já era usado como medicinal e na atualidade, há comprovação científica dos compostos químicos que reagem com o corpo humano e proporciona o efeito desejado.

Dicas:

  • Manter ou disciplinar o programa de leitura e estudo – se for ler por 1 hora, utilize trinta minutos para ler de fato e os outros 30 minutos é refletir aquilo que foi lido;
  • Ler as pessoas, entender o ser humano como fascinante;

Para próxima aula: Capítulo 2 – Pesquisa Social Teoria, método e criatividade

Dinâmica – entrevista da professora com Camila Maíra

Postura – agradecimento pela participação na pesquisa

Início de diálogo, dados pessoais e conjuntura.

Partindo do diálogo inicial, chega à gestação da entrevistada.

Esta forma de abordagem foi qualitativa, pois as perguntas foram abertas dando ênfase à entrevistada falar sobre sua vida.

A pesquisa qualitativa busca sentimentos, emoções, centralidade no sujeito da ação, busca com foco sobre o que está sendo buscado, busca as expectativas, etc.

A pesquisa quantitativa não busca o entendimento além do numérico em uma determinada situação, ou seja, pode-se saber a quantidade de algum item em um determinado local, porém ainda faltaria a análise de conjuntura a respeito.

A pesquisa quantitativa pode referendar situações qualitativas para determinadas ações na pesquisa, como por exemplo, saber quantas alunas gestantes há na instituição de ensino e a partir desta análise buscar outros elementos, como qual a percepção da gestação no cenário acadêmico e como aproveitar a situação.

Durante muitos anos, os pesquisadores em SS realizaram suas pesquisas científicas nos moldes de uma pesquisa clássica, ou seja, quantitativa.

Quando um único modelo de pesquisa é engessado no SS, outros olhares não são mais assimilados, como por exemplo novas demandas.

A pesquisa quantitativa embasa uma pesquisa qualitativa.

Um dos objetivos da pesquisa é transformar a realidade.

Pesquisa qualitativa: um instigante desafio – bibliografia básica

Visitas domiciliares: abordagem qualitativa em VD.

O profissional de SS é o quem mais se aproxima da realidade do sujeito, em espaço privilegiado. Em um primeiro momento, são observados critérios de quantidade, ou seja, quanto recebem cada pessoa, com vivem, etc.

Triangulação: opta por outras metodologias de pesquisa.

Saturação: quando o pesquisador já esgotou todas as metodologias a respeito.

Quando o pesquisador chega ao ponto de saturação, é hora de começar a analisar os dados.

Tratar os dados;

Análise dos dados;

Apresentação dos resultador.

Para próxima aula: pré-projeto de pesquisa.

Projeto de pesquisa

  • O problema mais o cerne do projeto
  • Objetivos
  • Justificativa

Expressões da questão social – o AS depara todos os dias com alguma expressão da questão social.

19 – Fevereiro – 2015

Continuação sobre pesquisa clássica (quantitativa) e qualitativa.

A pesquisa quantitativa continua sendo usada como suporte para entender as demandas da questão social.

O AS é o profissional que mais se aproxima da realidade das pessoas, principalmente quando se utiliza de instrumentais como visita social domiciliar, quantificando várias informações sobre a vida das pessoas, desde qualitativos quanto quantitativos, objetivando a produção de conhecimento.

O profissional que busca o conhecimento também atrela os dados coletados em seu cotidiano profissional.

O profissional AS também busca os seus referenciais teóricos para aprofundar o conhecimento daquilo que já existe e buscar novas descobertas, além dos referenciais clássicos da profissão.

O profissional AS pode ainda utilizar de recursos e instrumentais para colocar em confronto aquilo que os pensadores da profissão já tenham como certo, em um movimento dialético de conhecimento.

Praticas sociais de dimensão coletiva: pesquisa com qualidade, mesmo com toda instrumentalização, não dá suporte para todas as demandas, mas aponta um caminha, busca um objetivo.

Qual o objetivo da pesquisa qualitativa? Trazer a tona o que os participantes pensam a respeito, entender o que o sujeito da pesquisa entende por realidade, ouvindo o sujeito.

A pesquisa qualitativa prevê que o contato (conhecer) as pessoas seja de vital importância para entendê-lo.

O contato com as pessoas é muito importante neste processo (vital).

A correria do cotidiano faz com que muitas vezes o mais importante é deixado de lado ao pensar as entrevistas e pesquisas, perdendo detalhes pequenos que podem ser importantes.

Entendimento de fatos: enfatização da metodologia aplicada.

Conhecimento da singularidade do sujeito – cada pesquisa é única.

Pesquisa – conhecimento por meio de entrevista social, buscando as circunstâncias de vida, constitui um tipo de fenômeno, condições materiais, etc.

Em pesquisa quantitativa o salário pode ser o embasador de qualidade de vida, mas a pesquisa qualitativa pode mostrar como a vida é vivida.

A autora faz distinção entre modo de vida e circunstância de vida.

A pesquisa quantitativa pode ser utilizada em conjunto com a qualitativa para fornecer os dados completos sobre a pessoa pesquisada.

Triagem: instrumental para corte, por exemplo para acesso à determinados programas sociais; pesquisa qualitativa pode verificar as circunstâncias de vida.

Conhecer o modo de vida do sujeito – terceiro pressuposto.

Viver histórico do sujeito – expressa sua cultura.

Formulação marxiana – cultura fica um pouco esquecida.

Miséria da Teoria – obra de Thonsom. O termo ausente que em Marx é exatamente a cultura, não como tradição ou legado histórico mas como experiência social.

Cultura e história de vida do sujeito, a pesquisa qualitativa dá importância à oralidade.

  • Falar;
  • Ouvir – escutar (qualificado);
  • Observar;
  • Sentir.

Narrativa oral.

Para entender e dimensinonar o sujeito, também é necessário apurar o olhar e ampliar a escuta.

A pesquisa qualitativa não é realizada com um grande número de sujeitos. Nesta metodologia de pesquisa a busca é qualitativa nos resultados. Busca a importância de determinado aspecto para o sujeito.

O sujeito também é coletivo.

Por exemplo, para pesquisar violência doméstica contra idosos de determinada região não é necessário entrevistas TODOS os idosos, mas sim buscar o sentimento da ação mesmo em uma pessoa já fornece elementos para entender toda a dinâmica, da qualidade da aproximação com o “objeto” a ser estudado e pesquisado.

Metodologia – planejamento do caminho a seguir para alcançar o objetivo (alvo).

Na pesquisa utiliza-se o mesmo pressuposto, necessário para alcançar o objetivo, de forma ordenada.

A metodologia da pesquisa envolve a elaboração do tipo de pesquisa, qualitativa e quantitativa, envolvendo a escolha das técnicas que serão aplicadas.

Em toda pesquisa (quantitativa ou qualitativa) há a necessidade de fazer um levantamento bibliográfico.

A pesquisa qualitativa aprofunda a subjetividade do sujeito.

O fichamento contribui para o enriquecimento da pesquisa e do projeto.

Entrevista:

Perguntas abertas

Uma pergunta aberta não precisa ser formal (finalizada em ?)

Fale-me sobre sua infância…

Nunca induz a uma resposta.

Pode ser interativa com o sujeito.

O profissional traz o sujeito para aquilo que está investigando ou pesquisando.

Neste momento a escuta qualificada direciona o agir profissional.

Perguntas fechadas

( ) Sim

( ) Não

Quantos: ( )1 ( )2 ( )3 ( )

Pesquisa quantitativa

Exemplo: Quantos alunos falam um segundo idioma?

Sim – 1; Não – 17

Pesquisa qualitativa

Por que estes alunos não falam um segundo idioma?

Há a necessidade de ouvir os sujeitos para entender cada contexto e localizar os pontos em comum, ou seja, a partir de uma pesquisa quantitativa origina um estudo qualitativo.

Para próxima aula:

Pesquisa ação:

Na pasta:

1  capítulo do livro Metodologia de pesquisa ação. Thiollent, M.

Metodologia da pesquisa-ação. Michel Thiollent – Cortez Editora

 

Atividade em sala:

Defina:

  • Pesquisa qualitativa

Entendo por pesquisa qualitativa aquela que busca compreender o sujeito aprofundando a sua compreensão, muito além de aspectos aparentes. Os pesquisadores que utilizam este modelo não concordam com um modelo único de pesquisa aplicável para todas as ciências.

O principal pressuposto da pesquisa qualitativa é o de buscar a essência das coisas, ou seja, revelar o que deve ser feito como por exemplo em uma análise de demanda, porém sem quantificar valores pois os resultados de uma pesquisa qualitativa não são métricos ou aferíveis, são analíticos.

Pelo fato de que a pesquisa qualitativa trabalha com significados, crenças e subjetividade, corresponde a um espaço mais profundo das relações.

  • Pesquisa quantitativa

Este tipo de pesquisa é diametralmente oposta à qualitativa, pois os seus resultados são quantificados e as amostras podem ser grandes e consideradas porções representativas da população. Os resultados são entendidos como se fossem um retrato real de toda uma população, ou seja, podem ser generalizados.

O ponto central da pesquisa quantitativa é a objetividade e tem forte influência na corrente teórica do positivismo que tem por definição de que a realidade somente pode ser compreendida com base em dados brutos, recolhidos com instrumentais padronizados e neutros e recorre à matemática para descrever as causas dos fenômenos.

26 – Fevereiro – 2015

Elementos que constituem um projeto de pesquisa:

Tema

Justificativa

Referencial teorico (resumo palavra chave)

Delimitação do problema

Hipóteses

Título

Objetivos

Metodologia

Cronograma

Utilização de referencial teórico: Derma Pescuma: Projeto de pesquisa, o que é e como fazer?

 

Objeto

O objeto da pesquisa é o problema que parte da pergunta

Sujeito

Revisão sistêmica – um método único de pesquisa.

 

05 – Março – 2015

Cronograma de atividades em grupo

12 de Março – Pesquisa etonográfica – Estudo de caso

19 de Março – Análise de conteúdo – Pesquisa bibliográfica e documental

26 de Março – Pesquisa de campo – Pesquisa experimental

02 de Abril – Pesquisa exploratória – Pesquisa explicativa

09 de Abril – Avaliaçao de conteúdo.

Trabalho em grupo: Ivan, Ricardo e Sílvia – Tipo de pesquisa: Estudo de caso. SEVERINO, p. 120 / GIL, p. 55 e 56. para o dia 12 de Março.

Aula de hoje: Pesquisa ação.

Trabalho em sala: O que é?

Segundo Thiollent (2011), elenca como uma das definições deste tipo de pesquisa como social de base empírica concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo em que tanto pesquisadores e participantes estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.

Entretanto, o autor esclarece que este tipo de pesquisa deixa em aberto a questão valorativa por não se referir a uma predeterminada orientação da ação ou a um determinado grupo social e destaca que este tipo de pesquisa está mais ligada às classes populares ou dominadas e é vista como uma forma de engajamento sociopolítico.

Thiollent (2011) configura a pesquisa-ação em três casos distintos em que o primeiro caso se refere à sua organização em que o ator é frequentemente uma associação ou um agrupamento ativo e os pesquisadores têm objetivos definidos e orientam em função dos meios que estão disponíveis; o segundo caso se refere à pesquisa realizada dentro de uma organização com uma hierarquia própria e no plano ético e prático os pesquisadores desta linha não podem aceitar trabalhar em pesquisas manipuladas por uma das partes nas organizações. Por fim o terceiro caso apresentado pelo autor demonstra que a pesquisa-ação é realizada em meio aberto, como um bairro ou uma comunidade rural, ou seja, é uma delimitação pequena em relação ao universo macro e ela geralmente é desencadeada por parte dos pesquisadores que muitas vezes se precavêm-se de possíveis inclinações “missionárias” que podem ocasionar a perda do mínimo de objetividade que é requerido em uma pesquisa.

Em aula:

A pesquisa-ação se caracteriza simultâneamente com a ação da pesquisa e com o desenrolar da pesquisa com sua ação, visando resolução ou minimização da situação problema.

O objeto da pesquisa é a situação em si e não pessoas. Presume a participação de todas as pessoas envolvidas neste processo, indivíduos, grupos ou comunidades, desta associação traz algumas controvérsias em que alguns estudiosos explicam que não traz algum rigor cientifico mas tem seus critérios, protocolos e afins, porém acarreta esta crítica por esta metodologia a ser utilizada.

Com o tema, o autor fala da participação, tipo participante da pesquisa nas duas abordagens e metodologias. Na pesquisa-ação o pesquisador se aproxima da situação problema e seu contexto ao ponto de interagir com aquela realidade, dialogando com as pessoas envolvidas e relacionando-se para ter aceitação de sua participação e permanência naquele contexto, na busca de maiores informações sobre aquele problema que está investigando, a fim de propor possiblidades e ações, o pesquisador não age sozinho, ele age no coletivo, para responder as intenções e necessidades daquele sujeito, população, grupo a ser estudado.

Como pesquisador da pesquisa-ação, não pode-se estabelecer ou determinar coisas, não pode interferir uma mudança sem haver a participação do grupo, das mediações do grupo no coletivo, em conjunto com a população.

O pesquisador trabalha na proposição em conjunto com o grupo, sem determinar uma mudança mas sim dialoga com o coletivo para a possibilidade da mudança para buscar soluções para o problema apresentado, porém a decisão é participativa.

Documentário em sala em um vídeo apresentado em que foi utilizado método da pesquisa-ação para sua execução.

Comunidade do ChaiChai.

O pesquisador da pesquisa-ação nesta situação identificou alguns problemas porém em sua solução trabalhou com a população da região maneiras de como superar tais obstáculos.

Entre os problemas haviam enchentes em alguns períodos do ano. Ao pesquisador nesta metodologia há como pressuposto de propor ações e estas devem ser aprovadas pela comunidade.

Nem toda pesquisa participante é uma pesquisa ação, pois existem algumas particularidades entre estas pesquisas. A participante não apresenta uma ação concomitante com a pesquisa, restringe-se em observar o fenômeno e não necessariamente contrói soluções com o coletivo e esta é a principal diferença entre estas pesquisas.

Pesquisa ação e participante – SEVERINO, Antônio J. página 120.

 

Atividade em sala: Descrever estes dois tipos de pesquisa.

Entendo por pesquisa participante aquela em que o pesquisador está em contato direto e vivenciado com o sujeito pesquisado e participa de suas atividades de modo cooperativo havendo estreita identificação com os pesquisados formulando e registrando suas observações de forma sistemática.

O pesquisador neste método identifica e levanta os problemas e propõe soluções em conjunto com os pesquisados sendo portanto propositivo e nunca impõe suas soluções.

12 – Março – 2015

Pesquisa etnográfica e estudo de caso

Pesquisa etnografica

“[…] Análise descritiva das sociedades humanas principalmente ‘primitivas’ e de pequena escala. Consiste no levantamento de todos os dados possíveis sobre sociedades agráfas ou rurais e na descrição delas visando conhecer melhor o estilo de vida e cultura específica de determinados grupos.

Tradicionalmente usado pelos antropólogos, o método etnográfico é uma modalidade de investigação naturalista, tendo como base a observação e a descrição.” (Lakatos e Marconi, 2004, p. 273). Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2004.

Este tipo de pesquisa é participante, pois participa da dinâmica porém não há envolvimento por parte do pesquisador. Faz uso de técnicas da abordagem qualitativa e de seus instrumentos peculiares como a entrevista, questionários e outras possibilidades de coleta de dados. A observação é anotada e guardada. A pesquisa etnográfica é intensa, pois valoriza não apenas o resultado final mas todo o processo de sua realização.

Os dados coletados neste tipo de pesquisa são transcritos integralmente.

Pesquisa etnográfica e estudo de caso

Pesquisa etnografica

“[…] Análise descritiva das sociedades humanas principalmente ‘primitivas’ e de pequena escala. Consiste no levantamento de todos os dados possíveis sobre sociedades agráfas ou rurais e na descrição delas visando conhecer melhor o estilo de vida e cultura específica de determinados grupos.

Tradicionalmente usado pelos antropólogos, o método etnográfico é uma modalidade de investigação naturalista, tendo como base a observação e a descrição.” (Lakatos e Marconi, 2004, p. 273). Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2004.

Este tipo de pesquisa é participante, pois participa da dinâmica porém não há envolvimento por parte do pesquisador. Faz uso de técnicas da abordagem qualitativa e de seus instrumentos peculiares como a entrevista, questionários e outras possibilidades de coleta de dados. A observação é anotada e guardada. A pesquisa etnográfica é intensa, pois valoriza não apenas o resultado final mas todo o processo de sua realização.

 

Tipo de pesquisa: Estudo de caso

Há 3 tipos de estudos de caso: exploratório, descritivo e analítico.

Método qualitativo que consiste em aprofundar uma unidade individual.

O estudo de caso contribui para aprofundarmos melhor os fenômenos individuais, os processos organizacionais e políticos da sociedade.

É a ferramenta utilizada para entender as formas e os motivos que levaram a determinadas decisões.

Um estudo de caso não é um texto puramente descritivo. Ele deve ser capaz de sucitar questões para debate e ter elementos que permitam tomada de posição e definição de curso de ação.

Para próxima aula: análise de conteúdo e pesquisa bibliográfica e documental.

26 – Março – 2015

Pesquisa de campo;

Pesquisa experimental;

Assuntos de prova.

Importância do diário de campo para o pesquisador.

  • anotações diárias sobre tudo que foi visualizado, verbalizado, registrando as observações;
  • instrumento muito importante para o dia a dia;
  • anotações de respostas, reações, ida a campo, aproximação do campo, dos sujeitos, dificuldades, acessos, etc.

Pesquisa de campo

O objeto é abordado no seu próprio meio. A coleta de dados é feita nas condições naturais em que os fenômenos ocorreram, sendo assim observados sem interferência ou manuseio por parte do pesquisador (Severino, p.123).

Tem semelhanças com o levantamento, sendo que consegue atingir maior profundidade.

Seu planejamento é flexível e tende a utilizar mais técnicas de observação que de interrogação.

Focaliza uma comunidade que não é necessariamente geográfica, já que pode ser uma comunidade de trabalho, de estudo, de lazer ou voltada para qualquer outra atividade humana.

Basicamente se desenvolve por maio de observação direta e entrevista. Esse procedimemto é conjugado com outros como:

  • análise de documentos;
  • filmagem e fotografia.

Vantagens:

  • Como é desenvolvida no local em que ocorrem os fenômenos, seus resultados são mais fidedignos;
  • Pode ser bem mais econômica;
  • Maior probabilidade dos sujeitos oferecerem respostas mais confiáveis.

Desvantagens:

  • Sua realização requer mais tempo;
  • Risco de subjetivismo na análise e interpretação dos dados.

Pesquisa experimental

  • É toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento;
  • Consiste em tratar hipóteses com propósito de descobrir seus efeitos.
  • O pesquisador experimental é aquele que adquire seu conhecimento por práticas empíricas;
  • Característica principal é o fato da variável independe ser manipulada pelo pesquisador.

Pesquisa experimental: consiste em detrerminar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no estudo.

A pesquisa experimental pode ser desenvolvida em qualquer lugar, desde que apresente as seguintes propriedades:

  • a) manipulação: o pesquisador precisa fazer alguma coisa para manipular pelo menos uma das características dos elementos estudados;
  • b) controle: o pesquisador precisa introduzir um ou mais controles na situação experimental, sobretudo, criando um grupo de controle;
  • c) Distribuição aleatória: a designação dos elementos para participar dos grupos experimentais e de controle deve ser feita aleatoriamente.

Para próxima semana:

Pesquisa explicativa e pesquisa exploratória

26 – Março – 2015

Técnicas de pesquisa.

Técnica é um conjunto de preceitos de procesos de que se serve uma ciência ou arte, é a habilidade para usar preceitos ou normas a parte prática.

Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de seus propósitos.

Questionário

1 – O que é observação?

2 – Qual a contribuição da observação do pesquisador?

3 – Segundo Selltez (1965), quando a observação se torna científica?

4 – Descreva duas vantagens da observação.

5 – Descreva duas limitações da observação.

6 – Conforme Ander Egg (1978) quais são os tipos de observação?

7 – O que é observação assistemática e o que a caracteriza?

8 – O que é observação sistemática?

9 – Comente sobre observação individual e observação em equipe.

10 – Estabeleça a diferença entre observação participante e observação não participante.

11 – Qual a melhor ocasião para registro da observação na vida real e por que?

12 – Em que consiste a observação em laboratório?

Segundo Bimestre

16 – Abril – 2015

  • Devolutiva de provas e trabalhos;
  • Técnicas de pesquisa: Observação;
  • Orientações para a aula do dia 23 de Abril;
  • Segundo horário: apresentação do TCC da Mayra.

 

Segundo momento: Apresentação de TCC:

Tema: Cortiço

  • corticos no bairro do Bras;
  • lei municipal 10.928/1991 – lei moura;
  • Termos: cortiço – estigma – trabalho – morar (lugar e não lugar);
  • pdf – Cortiços: A experiência de São Paulo – Secretaria da Habitação (procurar);

TCC: Vivências em cortiço na cidade de São Paulo no século XXI: …

  • São Paulo: desenvolvimento e retrocesso;
  • “colonizados e modernizados;”
  • Entendimento de cortiço como favela nos marcos legais;

Trabalho em grupo para entrega em 07 de Maio:

  • Grupos pequenos para trabalhar a técnica de observação.

Escolher na região em que reside, uma unidade de saúde, escolher um período do dia e descrever a rotina deste local.

Entrevista: página 195 a 214 – Lakatos e Marconi

Objetivo geral:

  • Colocar em prática conhecimento teórico obtido através das leituras e discussões em sala.

Objetivos específicos:

  • Identificar nas condições gerais da UBS local;
  • Avaliar a qualidade primária do atendimento;
  • Levantar o perfil do público presente;
  • Pontuar possíveis demandas.

Etapas:

1 – Organizar os grupos;

2 – Planejar a ação (local, data, período, instrumentos);

3 – Elaboração dos dados organizados;

4 – Finalização e conclusão.

30 – Abril – 2015

Questionário – Entrevista

Sugestão de leitura: Entrevista de ajuda – autor Alfred Benjamin. Editora Martins Fontes

Entrevista – técnica de pesquisa

Pergunta fechada. exemplo: Já sofreu violência doméstica ( ) sim ( ) não

Entrevista Focalizada

Exemplo: programa do Jô Soares, segue um roteiro de assuntos que o entrevistado foi convidado. Não obedece um rigor de assuntos, mas tem foco.

Uma entrevista clínica é aplicada em geral na saúde. No Serviço Social, em geral é realizada em triagens para acesso à serviços. Entendida também como anamnese, pois envolve condições de renda, moradia, entre outros aspectos.

Vantagens e desvantagens: dependendo do público, se deve pensar cada questionário. Há de se conhecer a população alvo para elaborar o questionário a fim de não haver desentendimentos ou não assimilação daquilo que se deseja alcançar.

Páginas 197 em diante

Atividade em sala: Elaborar um questionário com os grupos de TCC, explicitando as razões para responder à pesquisa e elaboraçao de perguntas.

07 – Maio – 2015

Dia 28 de Maio, entrega do questionário.

Um único questionário para entregar ao usuário.

Fichamento

O indivizível e o divizível na história oral

Divizível: em relatos orais é o não-explícito das vivências dos indivíduos que vivem em um meio social determinado. É o conjunto de vivências, emoções e experiências das pessoas que não está nos documentos e que tem um conteúdo e um valor inestimável na transmissão.

Este conceito é transmitido de geração em geração por meio oral e não tem lugar na pesquisa quantitativa, pois não são quantificáveis com tendência ao desaparecimento. A cultura se reproduz pela fala, o relato oral tem sido importante no interior das ciências sociais como fonte de conhecimentos, mas para se tornar aceito como técnica nas ciências sociais, percorreu uma longa trajetória. Os conteúdos indizíveis refletem o homem histórico, em movimento, em construção.

A reflexão na história de vida começa na qualidade da interação entre pesquisador e narrador, no sentido de que é nessa interação que se concretiza a dinâmica do relato. Uma história de vida sem reflexão não passa de um relato sem sentido comum, instrumentalizado de acordo com os interesses do pesquisador. O pesquisador obtém a fala do narrador e depois faz a interpretação que quiser, sem localização no tempo e espaço.

Queiroz considera que a passagem do indizível para o dizível sofre muitas mutilações e é um processo em que a história de vida é apenas uma etapa, uma parte que o integra. A primeira mutilação consiste em passar aquilo que está obscuro para a nitidez e o relato oral é o mais antigo registro de informação e conservação do saber, sendo a fala a principal forma de comunicação do saber.

Para completar a transmissão do saber, necessita de um narrador e de um público ouvinte, pois a escrita é posterior ao relato oral, como também o desenho. Tanto o relato oral quanto a escrita e o desenho precisam de um intermediário que é o pesquisador e é neste momento que há a segunda mutilação, uma nova interpretação do que foi dito, sendo que o indivíduo sempre acrescenta sua própria interpretação para aquilo que foi narrado.

 

21 – Maio – 2015

Primeiro momento – continuação das apresentações dos grupos em pesquisa observacional.

Segundo momento – texto

Demandas para o serviço social

  • relação assistente social x usuários;
  • saúde e gênero;
  • Saúde como direito;
  • acolhimento;
  • humanização da saúde;
  • saúde como lugar de sofrimento;
  • acessibilidade;
  • idosos na saúde;
  • atenção à saúde do homem;
  • saúde como espaço de pesquisa;
  • e muitos outros.

Histórias de vida: indizível e dizível na história oral

Texto fala sobre escuta, oralidade, história de vida, dar a devida atenção ao que é falado e trazer o que é indizível para o dizível.

Verbalizar em escuta atenta, a partir do momento que a história foi vivida e ouvida atentamente, há a dizibilidade.

Trabalhar com histórias de vida, o sujeito traz sua intimidade, sua identidade, aquele que se refere a quem você é.

Atividade em duplas:

Gravação tipo depoimento, não há necessidade de transcrição.

Agenda: para próxima semana, entregar questionário e na última (dia 11), finalizar a disciplina.

Orientação de TCC I: Resumo do Semestre

Primeiro Bimestre

04 – FEVEREIRO – 2015

Anotações do Ivan

Regimento interno do TCC;

  • Usar parâmetros da Unicastelo para constituição do TCC;
  • Tcc é a síntese do conhecimento de todos os semestres;
  • Demonstrar os conhecimentos abstraídos de todas as disciplinas;

Habitação é um assunto novo abordado em concursos que ainda precisa ser explorado – Professora Marta fará curso de extensão em habitação.

Sistematizar o conhecimento (Tcc);

O aluno escolhe o tema; com relevância para o serviço social; dar autonomia no sentido de caráter científico, isto é, com fundamentos sólidos.

Trabalhar aspectos teóricos (ciência);

Aspectos práticos: as contradições entre uma e outra e o que ainda não foi observado (pesquisa para o TCC), por isso é necessário utilizar todas as técnicas metodológicas para a construção do trabalho – TCC.

Para isso a criação do CEP – comitê ético de pesquisa.

Importante inscrição de cada aluno no Cnpq – currículum.

Atentar para o regimento da Unicastelo – copiadora biblioteca.

Dar ênfase às normas da ABNT;

Usar metodologia de pesquisa científica;

Influência da pesquisa para o campo profissional do Serviço Social.

Datas serão definidas para entrega do primeiro capítulo do TCC bem como uma data para entrega do projeto do TCC.

 

Manter registro das orientações em planilha própria – aluno – orientador – planilha mensal.

As orientações de TCC DEVEM ser do grupo completo sem falta das partes.

 

11 – Fevereiro – 2015

Pesquisa Científica (TCC)

Etapa I – Projeto de pesquisa (planejamento e suas tarefas)

Etapa II – Coleta de dados (pesquisa bibliográfica; pesquisa documental; pesquisa de campo – entrevistas, questionários, formulários)

Etapa III – A análise dos dados

Etapa IV – A elaboração da escrita (estrutura do trabalho; redação final – ABNT; Apresentação gráfica – ABNT)

Etapa V – Defesa do TCC.

 

Método – direção que indica o caminho da pesquisa.

Regras são necessárias para uma pesquisa de cunho científica;

O projeto é um planejamento da execução das tarefas que devem ser cumpridas, incluindo um cronograma para desenvolver as atividades da pesquisa;

O projeto é inserido na plataforma Brasil, inclui todas as pesquisas que tenham como “objeto” o ser humano;

Se for uma pesquisa documental não envolve inserção na Plataforma Brasil e o mesmo ocorre se for uma pesquisa que não tenha pesquisa de campo.

MEC – Plataforma Brasil; todos centros universitários e faculdades devem desenvolver um Comitê de Ética na Pesquisa (CEP), para verificar as condições dadas para a execução da pesquisa.

O professor orientador e a plataforma Brasil passam pelo CEP, de cunho científico.

Pesquisa experimental – não há no Serviço Social na graduação (Unicastelo). Esta pesquisa envolve novos experimentos para verificação de novos atendimentos, levantamento de novas demandas, etc.

Referencial teórico – embasamento teórico para o desenvolvimento da pesquisa.

A fonte deve ser confiável de pesquisa – mesmo por meios eletrônicos.

Para pesquisa TCC como referencial teórico não é tão confiável por ter sido feito por alunos e por tal deve ter orientação do professor orientador, desde que seja avaliado o seu conteúdo.

A pesquisa bibliográfica também deve ter referencial teórico para poder ter conhecimento sobre o assunto, para analisá-lo com precisão e conhecimento.

Para a pesquisa de campo a documentação deve estar correta para inserção na Plataforma Brasil.

Texto personalizado – texto que partiu do autor do TCC, envolvendo sobre toda a referência, mas sim o resultado da pesquisa – texto próprio, envolve personalização da linguagem.

Fichamento de texto – obrigatório para elaboração do texto personalizado, fundamenta teóricamente o assunto a ser pesquisado, proporciona o domínio do assunto.

A análise do texto é exaustiva, demora, pois exige maior análise de interpretação do texto, envolve domínio do conhecimento.

Pesquisa bibliográfica inclui análise de interpretação de texto.

Primeiro capítulo do TCC – construção do referencial teórico.

Coleta de dados – As perguntas indiretas proporcionam entendimento para a real postura do pesquisado, que dão o verdadeiro resultado, para posterior tabulação dos resultados e análise dos dados coletados.

Formulários – envolvem classificação como bom, ruim, péssimo, regular, etc.

A análise dos dados – após coleta de dados, seja em qualquer tipo de pesquisa, os dados são analisados para entender de acordo com o referencial teórico escolhido, incluindo a problematização ou pergunta norteadora e em seguida para trabalhar a hipótese.

O resultado é obtido por meio da análise de dados.

A elaboração da escrita enquanto finalização. O primeiro capítulo é o referencial teórico.

A nota é individual e mede o desempenho individual.

Projeto de pesquisa – conteúdo para o dia 07 de Março

1 – Título (tema)

2 – Resumo

3 – Palavras-chaves, traduzem o tema trabalhado

4 – Apresentação ou introdução

5 – Pergunta norteadora

6 – Objeto da pesquisa

7 – Objetivos

7.1 – Geral

7.2 – Específico

8 – Hipótese

9 – Justificativa da hipótese

10 – Revisão literária (referencial teórico inicial)

11 – Metodologia

12 – Cronograma

13 – Referências

A delimitação do título pode (ou deve) envolver o menor tempo de pesquisa possível e deve ser bastante delimitado, mantendo a relação tempo-espaço.

Inserir todos os dados no CNPq – sem falta.

O objetivo geral é o todo da pesquisa em relevância ao Serviço Social.

O objetivo específico é direcionado à pergunta norteadora, é mais detalhado em relação ao objeto da pesquisa.

A hipótese aponta as necessidades/estruturas do objeto pesquisado.

A justificativa apresenta toda a relevância da pesquisa, delineia qual a importância da pesquisa para a comunidade, para o Serviço Social, para os profissionais, para quem é destinado. Deve-se deixar clara qual a justificativa e deve ser mais elaborada e trabalhada, apresentando firmeza. A justificativa deve ser plausível e correta, não deixando dúvidas para o CEP.

A revisão literária aponta alguns livros e bibliografia inicial que pode ter relevância para o tema da pesquisa.

Geralmente são utilizadas 5 referências acrescida da metodologia.

Metodologia – define qual o tipo de pesquisa que será realizada, de campo, documental e bibliográfica. Define também qual a linha de pesquisa, exploratória, qualitativa, quantitativa, etc.

A metodologia explica quais as técnicas da pesquisa, esclarecendo por exemplo, estudo de caso, observacional, com formulários, técnicas de entrevistas, elementos de base da pesquisa.

O cronograma define o tempo da pesquisa, apresentado em um quadro mensal com as atividades descritas.

As referências são as bibliográfias utilizadas para a formulação da pesquisa. Composta por livros, artigos, etc., especificamente para o desenvolvimento do PROJETO DE PESQUISA.

Entrega do projeto de pesquisa – 07 de Março de 2015.

Entrega para próxima aula – Indicar o professor orientador incluindo o dia e horário de orientação.

 

25 – Fevereiro – 2015

Projetgo de Pesquisa: A missão

1 – Título

2 – Resumo

O questionamento é racional e conduz a uma reflexão

Reflexão – latim refletere – aprofundar; sufixo xão – ação – significa aprofundar a ação.

A pergunta norteadora conduz a responder ações de reflexão, toda pesquisa de campo ou bibliográfica conduz a levar ao conhecimento.

Objetivos gerais e específicos:

Determina o que o pesquisador quer pesquisar – meta; fim

Alguns autores consideram desnecessários capitular objetivos.

Os verbos são sempre no infinitivo;

Direciona a uma meta.

Metodologia é um rigoroso detalhamento de como a pesquisa será realizada, com todos os instrumentais utilizados, indica quali-quantitativa, técnicas, questionário, documental, referencial teórico, etc.

Cronograma: especifica datas para o desenvolvimento da pesquisa.

Pesquisa – levantamento de referências.

Não utiliza mais bibliografia mas sim referências.

Referenciais de metodologia após 2012 pode ser utilizada, porém anteriores não podem, pois estão desatualizadas.

Utiliza as normas da ABNT como capa, folha de rosto, sumário e referências.

Referências:

SOBRENOME.

Título (em destaque – negrito, itálico ou sublinhado – se utilizar negrito, segue em todas as referências), se houver subtítulo é todo em minúscula, separado por : (dois pontos) e não há destaque.

 

SOBRENOME, Nome. Título: subtítulo. Local: nome da editora, ano da publicação.

 

Para a editora não é necessário escrever “editora”

Exemplo:

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2012.

A formatação deverá ser no padrão da Universidade (Unicastelo).

 

04 – Março – 2015

Para o final do semestre sera produzido o primeiro capítulo do TCC que é composto basicamente de referencial teórico que é a base conceitual da tese.

O referencial teórico inicial compoe a bibliografia inicial.

Pergunta norteadora → pesquisa de campo → tem por técnica entrevistas que resulta na colega de dados.

Para trabalhar esta coleta de dados, temos o resultado da pesquisa e o último quesito é analisar se o resultado responde a pergunta norteadora, objetivo geral e específico.

Eixos temáticos:

1 – pergunta norteadora

2 – objetivo geral

3 – objetivo específico.

Todos estes itens devem responder aquilo que é proposto a pesquisar e pode refutar ou confirmar uma hipótese.

Metodologia:

Deve-se apresentar e justificar a pesquisa, caráter e universo da pesquisa.

A pesquisa pode ser documental, entre outras e nesta deve explicar o tipo da pesquisa, qualitativa, quantitativa, exploratória, constatação, etc.

O universo da pesquisa é a referência geográfica do objeto da pesquisa.

Documentos de autorizações e afins:

  • Autorizações devem estar em apêndices e anexos
  • Há modelos prontos que devem ser completados conforme a necessidade;
  • TCLE – Termo de consentimento livre e esclarecido;

Definição de amostras – especifica quais pessoas serão abordadas na pesquisa, também podem ser quantidade de grupos.

Critério de inclusão e exclusão definem se as pessoas serão pesquisadas ou não.

Inclusão – profissionais entre outros

Exclusão – pessoas com vulnerabilidades sociais expostas.

Margem de risco – descreve-se textualmente na pesquisa de forma não invasiva. Este risco é direcionado para os entrevistados. Em caso não invasivo a pesquisa não oferece risco. Em caso invasivo é praticado geralmente na medicina e oferece riscos para a pessoa.

O instrumento da pesquisa pode ser questionário, história oral, entrevistas entre outros e devem estar anexados ao TCC. Em caso de história oral deve-se gravar um disco contendo o material obtido.

Eva Maria Lacatos – instrumentalização em técnicas de pesquisa.

Minayo – Antonio Gil – Brevian – também compõem arcabouço técnico para pesquisa científica.

 

11 – Março – 2015

Elaboração de referências, metodologia, citações, etc.

Aula pautada na importância da referência bibliográfica e sua metodologia de elaboração utilizando vários exemplos.

Exemplo de Dissertação – TCC.

SOBRENOME, Nome do autor. Título do TCC. Grau e área de concentração. Nome da Universidade: Cidade, data da defesa.

SILVA, Josival; SCHMIT, Márcia; TEOFILI, Silvia. A expansão do vírus HIV na terceira idade. 2014. TCC de Serviço Social. Universidade Camilo Castelo Branco: São Paulo, 2014.

 

01 – Abril – 2015

II Etapa da Pesquisa

  • I – Escolha da literatura indicada no referencial teórico para leitura, análise e entendimento do texto.
  • II – leitura e documentação do texto.
  • III – esquema de desenvolvimento do primeiro capítulo.
  • IV – apresentação das documentações de texto a(o) professor/a orientador/a.
  • V – escrita do primeiro capítulo para entrega em maio.
  • VI – apresentação gráfica do primeiro capítulo.

Leitura → possui uma tendência, deve-se extrair as ideias principais, centrais do texto.

  • utiliza metodologia de “perguntar para o autor;”
  • “qual o conceito de …?” e etc.

Para marcar as ideias principais, recomenda-se não utilizar marca texto pois a luminosidade ocasiona memorização por luminosidade, que pode corromper o entendimento ou enganar o cérebro e sua assimilação.

 

06 – Maio – 2015

Agenda:

Curriculum lattes – 14/05

Plataforma Brasil – 20/05

Produção de texto -> fichamento -> rascunho -> texto

Normas para citações

Aula pautada em metodologia de citações em trabalhos científicos.

A citação de citação em geral não há acesso ao documento original, do primeiro autor. O segundo autor, que referenciou o primeiro teve acesso ao documento.

apud – expressão em latim que expressa “algo dentro”

Autor (ano, pagina – quando há apud autor que citou, ano, pagina) referenciar a citação.

O formato de citação é “autor, data” adotado no sistema brasileiro.

A citação no formato numérico não pode ser utilizada quando há outras notas de rodapé. Este sistema em geral não é usado no Brasil.

Sistema autor-data: o sistema de ano quando há duas obras do mesmo período utiliza-se por exemplo:

Autor, 1989a, p. xx

Autor, 1989b, p. xx

O mesmo vale quando a citação é indireta e no corpo do texto.

Expressões em latim:

ibid – mesmo autor e mesma obra – utilizado em notas de rodapé, quando mudar a página do trabalho escrito, escreve-se novamente o nome do autor para poder proporcionar uma rápida busca ao leitor.

op cit – obra citada, em notas de rodapé.

As expressões latinas somente podem ser utilizadas em notas de rodapé, sendo a única excessão a expressão “apud” que pode ser utilizada no corpo do texto.

Para próxima aula: referências – conteúdo do trabalho.

capa, página de rosto, sumário, capítulo 1 e referências.

Metodologia de Trabalho com Grupos, Famílias e Indivíduos: Resumo do Semestre

Primeiro Bimestre

03 – Fevereiro – 2015

Ementa (PPC)

O trabalho com famílias no cerne das políticas.

Compreensão do contexto mais amplo em que está a família. Identificação de metologias que contribuam para o reconhecimento dos limites e possibilidades que garantam o protagonismo social.

Objetivos

  • Geral: desenvolver competências e habilidades no trabalho com famílias.
  • Específico: Preparar profissionais para atuarem nas diversas frentes de trabalho com famílias no âmbito institucional público e privado.

 

Para próxima aula: Bibliografia do curso.

 

10 – Fevereiro – 2015

Dinâmica das aulas:

Teoria – metodologia – prática

  • Perspectiva analítica;
  • Metodologia de abordagem;

Objetivo da disciplina: identificação de metodologias que contribuam para o reconhecimento dos limites e possibilidades de grupos, famílias e indivíduos.

Segunda aula: objetivo: apresentar a disciplina: a importância da família.

Terceira aula: 17/02/2015 – carnaval

Quarta aula: 24/02/2015 – A família no Estado de bem estar social.

Texto: HELLER, Agnes.

Quinta aula: 03/03/2015. Família e políticas.

Sexta aula: 10/03/2015 – Famílias enredadas – resenha do texto individual.

 

A disciplina, mesmo com o termo “metodologia” não apresenta um manual de como fazer, mas sim traz à tona teorias sociológicas para que a autonomia do profissional seja ressaltada e este realiza suas ações segundo os referenciais teóricos em que haja maior interesse e identificação.

 

Sétima e oitava aulas: Heloisa Szymans – A relaçao familiar e escola

 

Nona aula: Teoria / prática.

 

Décima aula: atividade avaliativa.

 

Leitura em sala: Família Brasileira a base de tudo – introdução

A proteção da criança está baseada na família, sobretudo a sobrevivência.

Quando a família não consegue suprir as necessidades da criança, esta foi desprotegida pelo Estado.

Texto retrata os direitos da família enquanto direitos humanos, bem como a luta pelos direitos da criança, mulher, idoso vieram também pelos direitos humanos.

 

24 – Fevereiro – 2015

Texto da professora em sala:

Heller, Agnes. “A concepção da família no Estado de Bem Estar social.”

Apontamentos do texto

Resenha – Maria Lúcia Martinelli

  • Apresenta a autora Agnes Heller, intelectual marxista, representante da Escola de Budapeste.
  • Neste texto, Heller realiza a reflexão da mulher na família
  • Reflexão de natureza ético-política: “E na esfera da vida cotidiana que se plasmam as relações cociais”

O cotidiano – esfera particular da história, na medida em que configura o espaço onde se dão as relações sociais, a existência humana.

  • Heller, Agnes:

A família no Estado de Bem estar Social.

  • Resgate histórico sobre a participação da mulher na sociedade.
  • Familia: única comunidade onde a mulher participa de forma direta.
  • Civilização antiga: mulher – igualdade de condições com os escravos.
  • Idade média: excluída das discussões, fora do âmbito da família, mas era responsável pela reprodução da vida.
  • Família camponesa: a unidade básica da vida era compartilhada.

Separação entre Estado e Sociedade civil – industrializaçao.

  • Impacto na família trabalhadora
  • Dissolução da família extensa.
  • Século XIX – conquista dos Direitos Trabalhistas – reconstrução da família.
  • Separação entre mundo do trabalho e família.

fim do texto da professora em sala

Contexto europeu – início da industrialização

Objetivo do texto: página 09 – “minha …

Separação do mundo do trabalho e mundo doméstico: separação entre casa e trabalho com a industrialização, muito nítido a partir do século XIX (contexto histórico, página 10), conceito de família dentro deste processo de industrialização.

Família – centralidade do sujeito, reconhecimento de personalidade, ter casa significa família, conceito complexto.

Local em que se pode exprimir a própria emoção, sentimento de pertencimento, expandir a agressividade reprimida, conceito que vale muito mais para o homem do que para a mulher, pois o homem não pode demonstrar fraqueza no mundo do trabalho, contexto histórico construído com o tempo pela sociedade.

Para o homem – casa significa repor as energias.

Para a mulher – trabalho e zeladoria da sua casa.

Homem no mundo do trabalho – pressão por produtividade (massacrado) e em casa reproduz.

Casa – família – esfera íntima do sujeito.

Pag 10 – papel da mulher – manter o homem no casamento.

Amor romântico – amor materno – há momentos distintos.

Romeu e Julieta – ruptura com a idade média (burguesia) – Shakespeare.

Representa os valores burgueses – ruptura com a tradição, família e casamentos arranjados até então.

Amor materno – invenção social. Na idade média não havia amor materno e as crianças poderiam ser criadas por outros entes familiares e em comunidade.

Burguesia – amor materno – mãe deve amar seu filho incondicionalmente, mesmo que não aceitem a criança que está em gestação.

Mulheres de companheiros presos – fidelidade é exigida ao extremo, caso haja gestação são muito ameaças tanto elas quanto os filhos e muitas vezes há violência contra a vida da mulher e criança.

Para o homem não há este peso quando a situação é inversa (mulher presa e homem solto).

 

Burguesia – incorpora outros valores como a individualidade, quartos são mais valorizados do que a sala (espaço comum).

Criança passa a ser responsabilidade exclusiva do pai e da mãe. Antes era responsabilidade da comunidade (coletivo).

Sociedade burguesa, a criança passa a ser a mais vulnerável pois como os pais são os cuidadores exclusivos a comunidade não mais atua como cuidadora, mesmo havendo sentimento por parte da comunidade não há responsabilidade.

Família deve preparar a criança para o trabalho, mesmo que o pai tenha de ser extremamente tirano ao impor limites, assumindo este papel por uma imposição social, havendo uma distinção social imposta. Exemplo – menino não chora. Isto é uma construção social.

Papel da mulher – tudo perdoa, amor materno, tudo aceita, faz o lado bom da relação.

Todo este contexto está relacionado diretamente pelo modo de produção vigente, construído historicamente, há como ser mudado, necessita mudanças por muitas vezes diretas.

Agressividade masculina contra filhos – também construído historicamente pela sociedade no MPC.

O fim da primogenia termina com a sociedade burguesa, em termos culturais, regra tida como tradição em tempos anteriores no qual o primogênito era o responsável por conduzir a família e manter as tradições.

Senso ético – página 26

Liberdade – reconhecimento para as mulheres que eram negados, apenas para algumas que tinham condições materiais tinham acesso.

Mulheres se voltam contra o Estado para reivindicar o direito ao voto.

Em seguida, reivindicam o direito em casa, embate político para buscar a igualdade, seja conta o pai, irmão, etc.

As mulheres somente se tornam sujeitos de direito quando há separação entre Estado e sociedade civil e quando a sociedade elege os seus direitos.

Direitos Humanos – fazem parte do contexto da sociedade.

Famílias antes do Estado de bem estar social – todas as funções eram iguais.

Após o Estado de bem estar social – há distinção de papéis e funções seguindo gênero, etc.

Estado de bem estar econômico – EUA – proteção social que garante padrões relaticamente altos.

Estado de bem estar social – garante serviços como saúde, educação, assistência e etc para os seus cidadãos.

EUA – família tem renda X para garantir direitos sociais básicos, via consumo.

Suécia (bem estar social) – saúde pública, transporte público, objetivo é elevar o nível cultural das famílias oferecendo educação para todos sob controle estatal e o Estado assume o papel das famílias.

Críticas ao Estado de Bem estar social – avós seguem para asilos e crianças seguem para creches e há perda (fragilidade) entre as gerações, garantia de comunidade na criação das crianças.

No mercado não há espaço para as relações sociais e seu reconhecimento individual.

Com a individualização há o fim da família e seus laços.

Para próxima aula: página 267 livro familia, redes, laços etc….

 

03 – Março – 2015

Texto: CARVALHO, Maria do C. B. Famílias e políticas públicas. In: ACOSTA, Ana R.; VITALE, Maria A. F. Família: Redes, Laços e Políticas Públicas. 5a edição. São Paulo: Cortez, 2010.

Apontamentos (professora em sala)

Objetivo: ressaltar a relevância da família, tida como âmbito privado, para a vida pública.

  • várias dimensões entre família e polítidas públicas;
  • o exercício vital das famílias é semelhante às funções das políticas sociais: ambas visam dar conta da reprodução social dos grupos que estão sob sua tutela.

Breve histórico

  • pós II Guerra – países capitalistas centrais – a oferta de bens e serviços pareceu descartar a família.

Brasil

  • anos 1970 – a opção das políticas sociais foi a mulher. Em um contexto de demanda por esta mão de obra.
  • anos 1980 – mulher protagonista de movimentos sociais – luta por creche, moradia, etc.
  • anos 1990 – foco na criança e na família
  • Centralidade da família nas poíticas sociais
  • crescentes demandas de proteção

Welfere Mix – Terceiro Setor.

fim do texto da professora em sala

Autora destaca um momento de transformação sobre a família como base das políticas sociais.

Autoras destacam que estado de bem estar social não dava a devida importância para a família, sendo descartada e o foco é o indivíduo (pessoa, sujeito) – países centrais. Tudo gira em função do indivíduo e não da família enquanto núcleo de pertencimento.

Famílias compartilham funções nas políticas públicas em suas dimensões. autoras utilizam matriz teórica marxista em seus estudos sobre família.

O proletariado recebe o suficiente para o sustento enquanto vida e não o suficiente para manter família e não é emancipatório pois mantém a relação de dependência.

Família e emancipação feminina são correlatas para os movimentos feministas. Iniciou no contexto da ditadura militar no Estado desenvolvimentista.

O contexto em que o SS está inserido é em concomitância com o estado desenvolvimentista em suas ações de grupos, famílias, etc. Mesmo neste contexto há contradições próprias do capitalismo (desenvolvimento de comunidade).

Há por parte do SS o questionamento da ditadura. Neste momento o investimento é na mulher, com formação básica para o mercado de trabalho.

Estado: adota a pílula anticoncepcional enquanto boom nos movimentos feministas, pois possibilita a redução do número de filhos e a mulher insere-se no mercado de trabalho, tornando produtiva, impactando diretamente nas relações homem-mulher naquele momento.

Movimentos feministas e pílula anticoncepcional: há contradições pois atende ao mesmo tempo a demanda de mercado e emancipação feminina.

Década de 1990 – foco na criança, reconhecimento de prioridades.

Em uma determinada situação, em primeiro lugar vem o direito da criança, pois esta deve ser protegida mesmo que seja da própria família, mesmo em detrimento do poder familiar, porém o foco ainda é da família no sentido de proteção familiar.

Tanto Estado quanto família são instituições imprescindíveis no MPC, desempenhando papéis similares em seus âmbitos de atuação.

As relações são normatizadas pelo Estado com suas legislações reguladoras e sociais, como direito de propriedade por exemplo. No âmbito da família as relações são normatizadas por deveres e obrigações. Para os pais devem proteger os filhos, proporcionando bem estar, condições para viver, por exemplo, um irmão ajudar o outro. Em um contexto mais amplo geralmente um membro familiar deixa de lado suas próprias ambições particulares para cuidar do outro, geralmente alguém que tenha uma renda maior.

O afeto é um item que o Estado não pode proporcionar da mesma forma que a família e com este pensamento é possível entender que o Estado não consegue atuar nesta esfera, mesmo que em abrigos.

Matricialidade é um termo que não está direcionado à mãe. Matricialidade sociofamiliar envolve o foco da família. O centro do atendimento é a família. Também apresenta contradições.

Tutores modernos: trabalho assalariado e Estado.

Família partilha as funções, havendo uma devolução de deveres para cuidar de suas crianças e seus idosos. Atendimento é voltado para as famílias.

Em questões macro, há uma deterioração do Estado de bem estar social por decorrência do enfraquecimento econômico, neste momento há uma série de denúncias contra os manicômios (luta antimanicomial) pela própria sociedade civil. O grande marco da sociedade civil é a busca de direitos ao convívio coletivo. A sociedade começa a denunciar os grandes abusos praticados pelo Estado, garantindo o direito do convívio familiar e comunitário.

As crianças não saiam dos muros dos orfanatos, independentemente do motivo e o ECA institui o fim desta reclusão, ou seja, a criança e adolescente em situação de abrigo institucional passa a utilizar os espaços extra muros. Esta é uma nova concepção de atuação estatal para as crianbças e adolescentes.

A criança, adolescente, idoso passa a ter direitos familiares e comunitários e devem ser garantidos pelo Estado.

Anos 1990 – Estado neoliberal transfere responsabilidades para a família, utilizando o discurso da sociedade civil e delibera funções para o terceiro setor – NOVA CONTRADIÇAO.

O Estado materializa a centralidade familiar por meio de programas como “Saúde da Família” marca a transferência de responsabilidades no contexto neoliberal. Isso não quer dizer que seja bom ou mal do ponto de vista moral, mas apresenta suas próprias contradições.

Há uma série de programas que materializam a centralidade da família, como programas de transferência de renda e a responsabilidade deve ser complementar e não substitutiva.

O Estado neoliberal adota o discurso da centralidade familiar ao perceber que o custo de uma internação hospitalar ser transferido para cuidados em casa é menor. Esta concepção também é adotada pelas instituições particulares com recursos disponibilizados como “home care.”

SUAS – apresenta um novo paradigma no atendimento à família pois as ações eram fragmentadas em públicos alvo. Com este novo modelo o atendimento não passa a ser restrito à um único segmento, ou seja, se o atendimento é para o idoso, acarreta em pensar a família como um todo na matricialidade sociofamiliar; quando a demanda se dá com adolescente, todos são pensados em comum.

 

17 – Março – 2015

Entrega de resenha – Sarti, entrega por email.

Aula

Apontamentos do texto

  • Mudanças tecnológicas repercutem na família
  • Advento da pílula anticoncepcional;
  • Liberdade da mulher;
  • Separação entre maternidade e sexualidade;
  • Métodos de reprodução assistida reforça a maternidade.

Anos 1990 – Igualdade entre homens e mulheres

  • Fim da distinção entre filhos legítimos e ilegítimos.

Exame DNA – reconhecimento de paternidade.

Fios esgarçados

  • Mudanças nas relações familiares.

Famílias pobres se organizam em rede

  • Divisão complementar de papéis.
  • Homem: chefe de família
  • Mulher: chefe da casa
  • Homem: mediação com o mundo externo, respeitabilidade moral

Construções simbólicas a respeito das famílias.

“O discurso social a seu respeito se reflete nas diferentes famílias como espelho” (Sarti, p. 27).

 

24 – Março – 2015

Texto: A relação família/escola: desafios e perspectivas – Heloisa Szymanski

 

Apontamentos do texto:

Trabalhando com famílias

  • A família como instituição
  • O Brasil recebeu o modelo de família dos colonizadores.

População africana – modelo matrifocal – organizado em torno da mulher, mas assume a posição patrifocal quando há presença de homem.

A escravidão marginalizou a figura do homem.

Família urbana atual – a unidade familiar é constituída em torno da mulher, tendo em vista que na dissolução da união, os filhos permanecem sob a responsabilidade da mãe. A organização familiar é estabelecida a partir de uma hierarquia. O homem, quando presente, assume a posição mais alta. Também mais velho com relação ao mais novo.

A autora cita alguns exemplos.

Tipos de relação – mandar e obedecer – estratégias de enfrentamento, a mentira.

II – A família que se pensa e a família que se vive.

Família pensada – construção coletiva, histórica, soial e cultural (mídia, instituições, tradições e o próprio grupo) tende a prevalecer o modelo nuclear burguês.

Três componentes na construção do modelo:

1 – O cultural e o social mais amplo;

2 – O familiar e o social mais restrito;

3 – O individual.

Família vivida – família real. Diferentes arranjos e configurações que, muitas vezes não fazem parte da relação de parentesco.

Matriz teórica

  • fenomenologia
  • proposta de trabalho da autora

II – como conhecer a família:

  • fazer uma reflexão crítica a respeito das próprias referências
  • conhecer a problemática apresentada e evitar julgamentos prévios.

fim do texto em sala

 

O texto é expressamente fenomenológico ao apresentar o trabalho em famílias.

Burguesia muda todas as instituições presentes, todas foram transformadas, principalmente o Estado, em suas legislações que seguem o modelo burguês.

A família também é transformada, sendo os pais, responsáveis pelos filhos diretamente e não a comunidade, se torna uma esfera íntima e individualizada, supervalorizando a individualidade.

Esta individualidade também gera violência principalmente contra a mulher.

A instituição do modelo nuclear burguês, mesmo na classe trabalhadora, há diminuição da mulher, na qual se torna inferior na relação de gênero.

Na industrialização do Brasil, seguia o padrão masculino de operário com a mulher cuidando dos “afazeres domésticos.”

No Brasil houve imposição do modelo europeu, um tipo ideal weberiano.

A família pensada é o modelo de família transmitido pelos veículos ideológicos, como mídia, entre outros. O padrão segue o modelo branco, que cuida dos filhos e mora em apartamento, deixando claro que o padrão ideal é segmentado.

Para quem não está no padrão ideal, há discriminação.

O modelo europeu no Brasil entra em contradição com o modelo africano, que gira em torno da comunidade.

As referências africanas seguem o modelo matrifocal. Com a escravidão houve a marginalização do homem, este homem não estabeleciam vínculos com os filhos pois o afeto geraria conflitos e o homem defenderia sua família. Por esta razão que os “senhores” de escravos retiravam as crianças após a fase de amamentação.

A identidade da casa fica com a mulher, e o homem ao se separar deixa a casa, esse comportamento ocorre em decorrência deste modelo de padrão.

O homem quando deixa a família, geralmente rompe os vínculos com os filhos e este passa a cuidar dos filhos de uma próxima companheira.

Muitas vezes a mulher assume a posição de cobrança quanto aos cuidados da casa, mesmo que não seja a mulher propriamente dita que resida na casa, mas uma irmã, etc.

Heller: Mundo do trabalho e mundo doméstico – há uma grande diferença de gênero entre esses “mundos” no qual a mulher trabalha nos dois âmbitos e o homem trabalha em apenas um deles.

Autora apresenta um conceito fenomenológico de família, enquanto ser existencial, partindo do pressuposto do sentido da existência.

Mentira – estratégia de defesa, causada em decorrência de proibições, comportamento aprendido. Sendo algo aprendido, pode ser mudado.

Família que se pensa e que se vive – pag 53:

Família pensada: As famílias tinham como pensamento que não eram ideal, estavam à comparar.

  • construção coletiva, histórico.
  • muitas vezes criam uma imagem de família que não é a real e traz sofrimentos e violência.
  • Tende a ser o modelo burguês, reforçado pelas instituições que detem o poder ideológico, burguês.

Em muitos casos, quando a família não segue o modelo tradicional burguês, é tida como não adequada, fora do comum, no caso dos diversos arranjos familiares, como as chefiadas por mulheres ou homoafetivas e estas muitas vezes não assumem que são diferentes e causam diversos transtornos.

O modelo de família pensada é um modelo impessoal, aprendido, reforçado por influências externas.

Aspectos sociais mais amplos são sustentados pela mídia e se encontra diluído no poder ideológico.

O familiar mais restrito é passado de geração para geração, aprendido também, porém, em âmbito familiar.

O âmbito individual indica que a pessoa também aprende e apreende como viver em comunidade e construindo outras referências familiares.

O modelo pensado tirânico é aquela pessoa rígida e não está aberta a mudanças;

O pensado-modelo, cria uma referência com algum grau de flexibilidade.

Família vivida (p.62) – vivido como solução, buscando o ideal.

Quando há busca pelo ideal, atua diretamente no agir concreto do cotidiano, manifesta como solução.

Família vivida é aquela que traz consigo expectativas.

 

31 – Março – 2015

continuação do texto de Heloisa Szymanski – A relação família-escola.

Proposta metodológica

II – Como conhecer a família

  • a) fazer uma reflexão crítica a respeito das próprias referências, valores, crenças e mitos;
  • b) conhecer a problemática e evitar julgamentos;
  • c) escolhas de condutas estão no âmbito da família, mas situações que ameaçam a vida e a integridade física da criança e do adolescente estão fora do âmbito de escolha da família;
  • d) adotar relação dialógica com as pessoas da família;
  • e) processo avaliativo;
  • f) devolutiva para o participante de seu desenvolvimento ao longo dos trabalhos.

Alguns pressupostos para a interpretação em famílias

IV Um métido de trabalho com famílias

  • Primeiro momento – observação:
  • a) olhar não é julgar;
  • b) olhar não é inferir (sem tirar conclusões).
  • Segundo momento – descrição:
  • registrar o que se viu
  • identificar os aspectos que mais chamaram nossa atenção;
  • seleção de aspectos comuns.
  • Terceiro momento – analisar.

V – Possibilidades e limites no trabalho com famílias

  • definição ampla de família
  • ECA – família é o primeiro lugar onde os direitos fundamentais devem ser respeitados.

Estado – deve fornecer suporte para que as famílias tenham condições de garantir os direitos fundamentais:

  • a) programa de cunho preventivo e de orientação;
  • criar espaço onde a família, a criança e o adolescente devem expressar sua opinião;
  • b) retirada do convívio familiar é uma medida extrema.

Fenomenologia:

  • redução fenomenológica
  • Primeiro passo – suspensão dos conhecimentos, crenças, sem negá-los.
  • ruptura com a atitude natural.
  • Segundo passo – descrever
  • busca do fenômeno, da experiência, do vivido.

Comportamento aprendido: relações sociais (forma de como foram estabelecidas) implicam nas formas como as relações são introjetadas e socializam entre as pessoas.

Há regionalidade, por exemplo, em São Paulo (Brasil), as relações são diferentes em outros estados e municípios, bem como são diferentes em outros países, pois há padrões de relacionamentos diversos e a cultura influencia bem como fatores sociais e econômicos.

Para conhecer a família, autora apresenta como proposta metodológica fazer uma reflexão crítica a respeito de suas próprias experiências com sua família de origem. Os valores, crenças, etc, são criados e constituídos com passar do tempo. Precisamos colocar em suspensão aquilo que achamos que seja certo e errado para conseguir atender a família (os usuários dos serviços diversos). Esse é um pressuposto da fenomenologia, despir-se de todo conhecimento para alcançar a suspensão fenomenológica, sem haver negação de tais crenças, valores, etc.

Apresentação em sala: Animamundi

Animação em CG sobre os diversos contextos familiares.

Viaje a Marte

 

Segundo Bimestre

14 – Abril – 2015

Primeira parte da aula:

Debate Filme Viagem a Marte

Segunda parte:

  • Iniciar o texto da Marta e Daniela Reis
  • Universo da infância
  • Relação da criança com a escola
  • Relação família/escola

Programação Segundo Bimestre

  • Primeiro texto: CAMPOS, Mota & Reis, Daniela. Metodologias de Trabalho Social no CRAS. In São Paulo Capacita CRAS. Fundação Vanzalini/SEADS, 2010.

Autoridade

  • poder;
  • governar;
  • direcionar;
  • controle;
  • respeitar;
  • saber negociar.

Como se conquista autoridade:

  • pelo uso da força;
  • idade, cargo, legitimidade;
  • postura que assume;
  • confiança;
  • ensinar a dar autonomia.

Aula: CRAS – Metodologias do trabalho social

Política de Assistência – garantia de direitos e assistência em escala ampliada.

Ampliação do acesso às políticas com a implantação do SUAS em implantar os serviços.

SUAS – aprovado, em seguida há as metodologias para aplicação e execução dos serviços ofertados.

  • matricialidade sociofamiliar;
  • inovações de atendimento interdisciplinar;
  • PNAS – SUAS – implantam metodologias interdisciplinares, outras áreas do saber estão inseridos;
  • várias profissões estão inseridas neste trabalho;
  • Serviço Social compete com outras áreas no CRAS e CREAS;
  • Sociologia também busca inserir seus profissionais nestes espaços de trabalho.

SUAS E PNAS – preconizam trabalhos interdisplinares.

Antes destas políticas havia predomínio dos Assistentes Sociais nestes espaços.

  • Saberes são complementares entre si;
  • Não há respostas isoladas;
  • Interdisciplinaridade reconhece a necessidade de troca entre os saberes.

Território não é mais entendido como unidade geográfica, mas sim como unidade cultural, histórico, político, possui grupos que buscam o poder com interesses variados.

Profissional que trabalha em CRAS deve conhecer esta dimensão territorial, conhecer os indicadores que fornecem os graus variados e também conhecer as dinâmicas próprias de cada localidade.

Intersetorialidade – Profissionais devem saber trabalhar nos diversos setores das políticas ofertadas para a população, como saúde, assistência, previdência, medidas, educação, etc.

Projeto é um programa de orientação para a execução das políticas públicas.

Um projeto pode estar inserido em diversos programas com diversos eixos, dependendo da intervenção que terá com os sujeitos, podendo ser delimitado em ações, tempo de duração, abordagem, quais redes serão articuladas.

Cada serviço em um projeto pode delimitar as ações de cada área que comporta a demanda.

Verbas: cidades recebem de acordo com suas necessidades seguindo os indicadores oficiais, tais verbas são originadas de recursos federais, estaduais e municipais.

Há Estados que adotam medidas incisivas que visam controle inclusive populacional, como por exemplo a China, que legislava sobre o controle de natalidade na qual quando havia o nascimento de uma menina, o casal poderia tentar novamente um menino, no máximo duas crianças.

Há Estados que são mais liberais e não legislam com tanta força e intervenção.

O Brasil já viveu sob ditadura e na atualidade não há controles efetivos, legislando apenas sobre as políticas de ofertas de serviços entre outros segmentos.

Há Estados que sobrecarregam a família. Na CF, o Estado adota políticas de planejamento familiar ao ofertar à família toda a infraestrutura para proporcionar a vida humana, com liberdade de escolha e oferta à família conhecimento sobre o desenvolvimento de novas tecnologias de reprodução, com todos os métodos anticonceptivos, contracepção, preventivos à doenças, entre outros desenvolvimentos tecnológicos.

Em UBS o Assistente Social faz planejamento familiar em UBS executando trabalhos em grupos familiares conforme normativa do SUS, no qual deve ofertar conhecimento sobre métodos contraceptivos e preventivos de saúde, além inclusive de ciclo reprodutivo da mulher, tais itens são direitos na área da saúde.

Legislação e família são instituições regulamentadas, como por exemplo, há Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatudo do Idoso, CF garante a matricialidade sociofamiliar.

Há diversas regras e normatizações que regulamentam a família, como a própria LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social.

Novas configurações e novos arranjos familiares também estão garantidos na legislação, que garante que o homem possa realizar suas dinâmicas familiares (planejamento), casais homoafetivos, enfim, diversas configurações familiares.

Atualidade: ainda há traços conservadores nas atitudes de um casal, como o homem ser a autoridade dentro de casa e a mulher cabe o papel de conciliadora.

Para próxima aula, continuação do texto em sala, intervalo de páginas entre 40 e 70.

 

28 – Abril – 2015

Primeiro momento: devolutiva das provas

continuaçao do texto: Marta Campos

  • Apontamentos do texto: Metodologias de trabalho social no CRAS.

PNAS e SUAS

  • Quadro conceitual:
  • centralidade – ideia de família
  • Matricialidade
  • Família também é vista como mediadora

Metodologias e técnicas

  • O trabalho em redes
  • 1990: a concepção em rede surge como forma de potencializar esforços e recursos

Tipos de rede

  • Rede primária – vizinhança, parentes, família extensa
  • Rede secundária – instituições de direitos, Estado, Terceiro Setor, Rede de mercado.

O trabalho em rede pode ocorrer:

  • No nível de gestão:
  • -> Intersetorialidade
  • -> Interdisciplinaridade
  • No nível de execução (idem)
  • -> ideia de atenção integral

Trabalho em redes “atos assistenciais que se realizam via auxílio, ativação e modificação além da revisão das próprias necessidades das redes que sustentam os sujeitos.

Características:

  • Não é aleatório ou espontâneo:nã é inespecífico, pois nasce para responder determinada demanda (p. 56) “articular adequadamente demandas.
  • Em que situaçao o trabalho em rede pode ser importante?
  • Quando a rede de referência do sujeito não consegue lidar com as demandas;
  • Quando não está disponível;
  • Quando há sobrecarga.

Território: item primordial para o entendimento da execução das políticas públicas, levantando demandas e dinâmicas próprias de cada região de atuação.

Parêntese: Tráfico: atualmente elevado ao patamar da prestação de serviços, pois houve uma plena adequação das metodologias em sua atuação.

Marxismo: série causal – aquilo que é realizado tem consequências.

Área jurídica: há trabalhos com mediadores, professores, assistentes sociais, psicólogos entre outros para realizar mediações principalmente em questões envolvendo crianças e adolescentes em escolas, que em geral sofrem bullying, etc.

Atualidade: Professor mediador são requisitados e referências na comunidade em que atuam, no aspecto de cobranças e etc. Há o estigma para estudantes em liberdade assistida em serem acolhidos por outros pais e responsáveis, devido a situação de conflitos com a lei.

Para próxima aula: finalização do texto e início do texto seguinte.

 

19 – Maio – 2015

1 – Debate sobre o CREAS

2 – Texto Ricardo Antunes, as metamorfose no mundo do trabalho

CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social

  • Proteção Social Especial

CREAS e CREAS Pop

  • Governo Federal
  • Normatização
  • Estabelece a organização da política
  • Tipificação dos serviços
  • Participa do financiamento dos equipamentos.

CREAS Pop – esteja vinculado à saúde

  • população em situação de rua
  • demanda elevada estimada em 31 mil pessoas
  • proposta de um serviço especializado

Politica de combate e atendimento à drogadição

  • vertentes
  • proibicionismlo
  • prevenção
  • redução de danos.

Ricardo Antunes – Adeus ao Trabalho

Brasil – 700 mil pessoas vivendo encarceradas, destes 95% são homens.

pág 47 – desproletarização do trabalho industrial fabril.

  • redução dos trabalhadores nas fábricas;
  • afeta o mundo do trabalho dos homens, pois estes eram a maioria;
  • Grande multidão de trabalhadores na indústria não existe mais.
  • aumento dos trabalhadores na linha de prestação de serviços, preponderantemente feminina.
  • sociedade: supervalorização do consumo;
  • homem: papel de provedor (historicamente construído);
  • Setores industrializados do terceiro mundo – há diminuição dos trabalhadores, mesmo vivendo o boom desenvolvimentista industrial, hoje se encontra em queda brusca;

Setor de serviços se encontra relacionado ao setor produtivo, em um processo de transformação.

Toda valorização do sistema financeiro, aparentemente autonomo e independente, ocorre em detrimento da indústria ou comércio, havendo interdependência.

Pag 48 – 49 – números e tabelas indicativas

Pag 50 – trabalhador temporário

Atualidade: não há mais estoque, há demanda, ou seja, primeiro é realizada a compra e em seguida, o produto é fabricado.

Sazonalidade da produção: quando há aumento de demanda, há consequentemente mais contratações de trabalhadores temporários.

Pag 51 – a mulher no mercado de trabalho.

  • ao homem não há preparo para a área de serviços, em condições de igualdade profissional, em geral é composto por mulheres.

Escolaridade feminina é aumentada historicamente, no qual estas estão mais capacitadas para o mercado de trabalho.

 

02 – Junho – 2015

A provan foi substituída por um trabalho conforme email enviado.

Tema da aula de hoje: adolescência

Texto: O jovem e o contexto familiar – Silvia Losacco – pag 63 – 76

  • Construção histórica, pos varia de acordo com o período da história:
  • cultural;
  • social;
  • definição legal: ECA e Código Civil – Adolescência – 12 aos 18 anos
  • Maioridade civil e penal aos 18 anos – pode contratar, abrir empresa, ser responsabilizado/punido penalmente
  • Definição cronológica é uma necessidade de um Estado moderno que executa políticas, leis e normas.

Para Carraro (1999), a maneira mais imples que uma sociedade tem para definir o que é um jovem e estabelecer critérios para situá-los numa determinada faixa etária, no qual circunscreve o grupo social. De fato este princípio é utilizado na realização de estudos estatísticos, para definir direitos e obrigações.

Contradições: dependendo da classe social, vivenciar a adolescência tem significados e responsabilidades diferentes.

Classes mais favorecidas – permanência quase ad eternum, nos “bancos escolares”

  • Dependência financeira dos pais por outro lados esses jovens são mais individualistas, atenuam-0se os laços familiares.
  • Jovens/adolescentes mais pobres, exige a entrada precoce no mercado de trabalho.
  • Sem a possibilidade de preparação necessária para o mercado de trabalho (escolaridade, técnica e cultura) para o desempenho de um papel profissional e especializado.

 

Philipe Aries – trabalha o conceito de infância e o seu surgimento no contexto da burguesia.

Primeira necessidade de definição de adolescência – gestão pública de serviços, objetiva melhorar o atendimento por faixa etária, por exemplo, criança, adolescente e idoso.

Orienta a gestão pública a definir políticas quanto necessidade de estabelecer direitos.

Apenas na CF 1988, a criança e adolescentes são vistos como sujeitos de direitos.

Maioridade civel – jovem de 18 anos pode realizar atividades como abertura de conta bancária entre outras coisas que não poderia fazer antes, sem a supervisão dos pais.

Maioridade penal – pelo código processual penal, este pode ser responsabilizado por suas ações.

Estado definido por Marx.

  • leis e normas são estabelecidas para quem tem mais renda.
  • está a serviço da burguesia.
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