Palestra: Expressões de Violência e Representações do Corpo

Programa

A definição do conceito de violência contra a pessoa idosa, bem como a natureza, os tipos e as expressões mais relevantes e persistentes. No Brasil, a pessoa idosa ainda não entrou como prioridade na agenda pública, nas famílias e nas instituições. Como representamos um corpo que sofre ação violenta, seja pelo cárcere do silêncio imposto pela indiferença ou pelo constrangimento e agressão física?

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Gal Oppido
Fotógrafo, arquiteto, músico e desenhista.

Maria Cecília de Souza Minayo

Doutora em Saúde Pública, pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz.

Data

07 de Julho de 2015 – Terça-Feira – das 14h00 às 16h00.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar – Bela Vista – São Paulo/SP

Valores

R$ 9,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 15,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 30,00 – inteira

Inscrições

Para se inscrever, acesse o link clicando aqui.

Minicurso: Branquitude e Branqueamento: conceitos em questão

Branquitude e Branqueamento: conceitos em questão

Palestrante:

Ana Helena Passos

Mestra e Doutora em Serviço Social pela PUC-RJ. Professora da Unicastelo. Pesquisa estudos críticos da branquitude, racismo, história afro-brasileira e educação étnico-racial.

Programa

O minicurso Branquitude e Branqueamento: conceitos em questão objetiva refletir sobre conceitos que são envolvidos na discussão sobre relações raciais brasileiras, em específico, aqueles nos quais a discussão centraliza o lugar do branco nessas relações. A partir de teorias sociais sobre branquitude, o curso pretende lançar um olhar para a construção histórica do Brasil problematizando o lugar de privilégio do grupo coletivo branco em contrapartida a negação dos lugares das outras racialidades.

Partindo de leituras que caminham por diversas áreas como sociologia, antropologia, história, psicologia social e mais, o debate sobre os conceitos da branquitude e branqueamento abre espaço para uma nova arena de discussão sobre o racismo, numa inversão epistemológica no qual o branco assume o lugar de objeto pesquisado.

No entendimento sobre a branquitude apontamos o significado étnico-racial do branco. Ser branco consiste em ser proprietário de privilégios políticos, culturais e simbólicos frente às outras racialidades. A teoria social abordada no curso trará a histórica formação hegemônica da construção da identidade racial dos sujeitos brancos.

Módulos

09/05 – A categoria raça em análise e a política de branqueamento no Brasil.

Esse módulo será dedicado a uma reflexão sobre a construção analítica da categoria raça a partir das teorias raciais do século XVIII e como essas teorias influenciaram a formação social brasileira em relação às políticas raciais pós abolicionistas.

Livros de referência:
1 – HOFBAUER, Andreas. Uma História de branqueamento ou o negro em questão.
2 – MISKOLCI, Richard. O desejo da nação: masculinidade e branquitude no Brasil de fins do XIX.

16/05 – A Psicologia Social do Racismo e os significados da introdução do debate da branquitude no Brasil.

Ao inverter a epistemologia dos estudos sobre relações raciais brasileiras trazendo o foco para a branquitude, o livro “A Psicologia Social do Racismo” organizado pelas psicólogas sociais Iray Carone e Maria Aparecida Silva Bento abre um novo espaço de reflexão a partir do silêncio sobre o lugar do branco na formação das relações raciais brasileiras. Uma obra pioneira e de valiosa contribuição para o estudo das relações raciais e a introdução do tema da branquitude nesses estudos.

Livro de referência:
1 – CARONE, Iray & BENTO, Maria Aparecida Silva. Psicologia Social do Racismo: Estudos sobre a branquitude e branqueamento no Brasil.

23/05 – Branquidade: identidade branca e multiculturalismo – O debate da branquitude em outros espaços sociais e suas contribuições.

A coletânea “Branquidade: identidade branca e multiculturalismo” organizada por Von Ware marca a discussão sobre o branco enquanto objeto/sujeito de pesquisas acadêmicas. O livro oferece ensaios de pesquisadores de diversos lugares do mundo e esse será o mote da discussão deste módulo.

Livro de referência:
1 – Ware, Von (org.). Branquidade: identidade branca e multiculturalismo.

30/05 – A contribuição do Dossiê Branquitude e as novas configurações raciais brasileiras.

Uma década após a introdução do debate sobre branquitude no Brasil pelas obras “Psicologia social do Racismo” e “Branquidade: identidade branca e multiculturalismo”, o “Dossiê Branquitude” reúne antigos e novos pesquisadores sobre o assunto num debate que interseccionam pesquisas e levanta discussões sobre o branco em nosso contexto atual. São treze artigos que nos faz pensar o branco na teoria social brasileira.

Livro de referência: 1 – SCHUCMAN, Lia Vainer  & CARDOSO, Lourenço. Dossiê Branquitude.

Inscrições

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Data

09/05/2015 a 30/05/2015

Dias e Horários

Sábados, 10h às 13h.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285
4º andar do prédio da FecomércioSP
Bela Vista – São Paulo/SP

Valores

R$ 18,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 – inteira

Inscrição pela Internet:

Clique neste link para acessar a página do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc de São Paulo.

Lembrando que para nós que estamos cursando graduação, terá validade como horas complementares, totalizando 20 horas totais para os quatro encontros.

Relações étnico-raciais, gênero e diversidade: Resumo de aula 06/Abril/2015

Atividade em sala: elaboração de perguntas em grupos sobre o texto “Intolerância à Diversidade Sexual” de Gustavo Venturi à Fundação Perseu Ábramo.

“O Estado deve interferir contra a discriminação da população LGBT?”

  • importância do respeito ao direito do nome social da pessoa que faz suas escolhas sexuais;
  • população LBGT na mídia, enquanto poder ideológico na sociedade;
  • mídia no geral mais atrapalha na formação das pessoas do que auxilia, em geral incorpora a pop LGBT no discurso, erra ao disseminar caricaturamente esta população, chacotas e piadas, etc.

Relações étnico-raciais, gênero e diversidade: Resumo de aula 23/Março/2015

Apresentação das personalidades escolhidas para o dia das mulheres.

Diálogo sobre o texto Masculinidades – Thiago e Márcia

Ao homem é tido como “natural” saudável, másculo, sem necessidades medicamentosas. Isso é um contexto negativo para o homem.

Na antiguidade o homem é tido como perfeito, em razão do órgão masculino, enquanto a mulher é um ser inacabado.

Renascimento – período do humanismo – ressalta o homem em contexto do teocentrismo.

Iluminismo – com o avanço da tecnologia médica, objetiva-se a distinção entre os sexos.

Iluminismo – biologia surge como ciência para ressaltar a diferença entre os sexos, havendo reducionismo pelo modelo biomédico.

  • Ponto de vista da saúde – corpo masculino e feminino.
  • Mulher torna-se alvo central na medicalização – sec XIX
  • Filme: Ninfomaníaca (sugestão);
  • Ginecologia – surge no sec XIX;

Estereótipos femininos: fragilidade, beleza voltada para a procriação, frigidez (prazer não necessário), existência como condição normal para patologias.

Âmbito político: há reação ao controle machista.

Ondas do feminismo na história.

  • primeira: sufragista – direitos políticos;
  • segunda: liberação –  discutem sexualidade e relações de poder

Sempre quando se pensa em gênero é relacionado à desigualdade feminina e geralmente não há o masculino, coibido de expressar sentimentos, dores, etc (culturalmente falando).

Morbimortalidade: incidência de doenças e/ou óbirtos em uma população.

Violência externa (causas externas) – atinge principalmente jovens negros.

Homens: prisioneiros e vítimas no processo cultural da masculinidade hegemônica, há repressão das necessidades da saúde, emocional, entre outras.

  • Masculinidade: implica em não realizar exames de prevenção, não usar preservativos, falta de campanhas próprias de prevenção na área de saúde para o homem, comportamento agressivo.
  • Vítimas fatais em decorrência do machismo cultural.

Outro paradoxo: monopólio masculino na produção de conhecimento em refletir sobre si próprio e do outro.

Generalista: “todos os homens são fortes, provedores, perfeitos”

Crianças e idosos no sistema preventivo de saúde são entendidos como assexuados, ou seja, generalista em suas fases, olhar é prioritário para a mulher, seguido do homem.

Relações étnico-raciais, gênero e diversidade: Resumo de aula 02/Março/2015

Para o dia 16 de Março: Poster ou cartaz sobre personalidade feminina em grupos – os grupos formados na disciplina.

Texto de referência: “não se nasce homem” Mariza Correa (mote de Simone de Beauvoir cientificamente).

Identidade de gênero e identidade de sexo.

Gênero: por oposiçã a sexo é uma construção cultural.

Nós nascemos, ou nos tornamos, homens ou mulheres?

Questão dos “intersexuais” (dois sexos)

Sexo ambíguo – eram chamados de hermafroditas.

Essência e aparência – manipulação cultural.

A identidade de sexo é voltada para o fenótipo corporal enquanto a identidade de gênero são levadas em considerações aspectos culturais, entre outros.

Identidade de gênero: conceitos mais pesados, com mais densidade de estudos.

Simone de Beauvoir: não se nasce mulher, torna-se.

  • Marca o papel da mulher na sociedade;
  • Não tem embasamento e/ou estudos científicos;
  • Atribui papéis e o seu rompimento.

Em cada região há atribuições de papéis específicos para a mulher e o homem.

Para próxima aula:

A procura de um parceiro

Relações étnico-raciais, gênero e diversidade: Resumo de aula 23/Fevereiro/2015

Texto base: Antônio S. A. Guimarães

  • Raça na biologia e antropologia – subespécies; daí o termo racismo tem sua razão de ser.

As ciências naturais – raça – “população” para se referira grupos isolados com características genéticas singulares.

A raça humana é única e indivisível.

Raça, baseado em aparência é uma noção vulgar que não tem respaldo científico.

  • Raça para sociologia: são discursos sobre as origens de um grupo, que termos alusivos transmissão de traços fisionômicos, qualidades morais, intelectuais, psicológicas, etc (conceito fundamental para entender as raças).

Raça – lugar – etnia -> características distintas de um grupo e suas práticas cotidianas e características ou comportamentos habituais.

Associação – pessoas ligadas pelo mesmo interesse

Reivindicar origens e destinos é característica de uma nação.

A democracia racial pregada em 1920 é derrubada em 1953.

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